Paulo Saldaña/Estadão
Paulo Saldaña/Estadão

Professores da rede municipal de São Paulo decidem manter greve

Categoria sai em passeata na tarde desta quinta-feira em direção à Prefeitura

Paulo Saldaña, O Estado de S. Paulo

15 Maio 2014 | 17h10

Atualizada às 20h31

SÃO PAULO - Professores e servidores da rede municipal de São Paulo fizeram nova manifestação nesta quinta-feira, 15, por melhorias no salário e na carreira. Cerca de 8 mil pessoas ocuparam totalmente a pista no sentido norte da avenida 23 de Maio durante mais de duas horas. O Sinpeem, principal sindicato da categoria e que lidera o movimento, estimou em mais 10 mil participantes.

O ato começou na Vila Mariana, em frente à sede da Secretaria Municipal de São Paulo, por volta das 14h30. Representantes do sindicato se reuniram com membros da pasta, mas não houve acordo e a greve iniciada em 23 de abril será mantida.  Nova manifestação foi marcada para próxima terça feira, na Avenida Paulista.

A principal reivindicação da categoria é pela incorporação de bônus de 15,38% anunciado pela prefeitura a profissionais que recebem o piso salarial. A gestão municipal concorda com a incorporação, mas somente no ano que vem. O sindicato exige que pelo menos um terço seja garantido agora.

"Não sabemos em quantas parcelas o governo vai incorporar e queremos que seja em ao menos 10 meses", diz o presidente do Sinpeem, Cláudio Fonseca.

A prefeitura garantiu reajuste de 13% a todos os profissionais da educação, mas o sindicato reclama que o aumento já havia sido garantido pela categoria em 2011 na gestão Gilberto Kassab (PSD).

O sindicato estima que 60% da escolas estejam paradas. A prefeitura defende que somente 12 escolas estavam totalmente fechadas por causa greve.Uma das reivindicações dos grevistas, a Prefeitura já alterou regras do Prêmio de desenvolvimento Educacional (PDE) de modo a retirar o peso das ausências por motivos de saúde no cálculo do bônus.

Durante a passeata, os manifestantes reiteraram diversas vezes que a paralisação não tem motivação apenas salarial. "Precisamos de menos crianças na sala, mais segurança. Não é só salário", diz a professora Maria do Socorro, de 52 anos, que leciona no CEU Curá, na zona leste de São Paulo.

O ato foi pacífico e ocupou a 23 de maio antes das 17h30 até quase 20h. Parte da categoria queria seguir até a avenida Paulista e se juntar a outros manifestantes, mas em votação a proposta foi rejeitada.

Rio. Os professores das redes municipal e estadual do Rio, também em greve, fizeram protestos nesta quinta-feira, 15. A categoria que está paralisada desde a segunda-feira decidiu dar continuidade à greve. Cerca de 3 mil trabalhadores se reuniram em assembleia às 10 horas na Tijuca, zona norte da capital fluminense.

Na noite desta quinta, novo ato contra a Copa interdita a Avenida Presidente Vargas, no centro do Rio. Convocada pela internet, a manifestação reúne, além de professores, vigilantes que também estão em greve.

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