Professores da rede estadual de São Paulo param nesta sexta-feira

Categoria reivindica, entre outras coisas, o cumprimento do piso salarial e reajustes nos vencimentos

Estadão.edu,

28 Setembro 2012 | 10h23

Os professores da rede estadual de São Paulo convocou uma paralisação de 24 horas nesta sexta-feira. De acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), a suspensão das atividades foi proposta para que docentes de todo o Estado possam participar de uma assembleia geral que acontece nesta tarde, a partir das 14 horas, na praça da República, região central de São Paulo.

A assembleia com paralisação foi convocada no dia 24 de agosto, em um Conselho Estadual de Representantes do sindicato. Ainda segundo a Apeoesp, a adesão dos professores não deve ser de 100% e muitas escolas devem manter as atividades normalmente.

A categoria diz se mobilizar para pedir melhores condições de trabalho, o cumprimento do piso salarial, reajustes nos vencimentos e se manifestar contra a redução de disciplinas no ensino médio.

Procurada pela reportagem, a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo informou que as aulas estão ocorrendo normalmente na rede estadual de ensino. Em nota, o órgão informou ainda que "mantém diálogo constante com entidades sindicais e que a valorização dos educadores está entre as prioridades do Governo de São Paulo".

De acordo com a pasta, no ano passado, governador Geraldo Alckmin implementou a Política Salarial para a Educação, que prevê aumento escalonado de 42,25% até julho de 2014  no vencimento-base dos professores e beneficia mais de 370 mil profissionais ativos e aposentados. Além do acréscimo salarial, a lei estabelece mudanças dos níveis de promoção por desempenho e de progressão acadêmica.

Além disso, a lei complementar 1.143, de julho de 2011, instituiu novas regras que estipulam oito níveis com intervalos de três anos, com aumentos de 10,5% sobre o salário para todos os que atingirem determinadas metas de avaliação.

* Atualizada às 15h43

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.