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Fabio Leite/Estadão

Professores da rede estadual de São Paulo aprovam greve

Paralisação da categoria, prevista para os dias 28, 29 e 30 de março, foi votada em assembleia realizada pelo sindicato

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Fabio Leite e Luiz Fernando Toledo ,
O Estado de S. Paulo

15 Março 2017 | 16h43
Atualizado 15 Março 2017 | 21h25

SÃO PAULO - Os professores da rede pública estadual de São Paulo aprovaram nesta quarta-feira, 15, greve da categoria para os dias 28, 29 e 30, em protesto contra a reforma da Previdência proposta pelo governo federal. A paralisação foi votada em assembleia realizada pelo Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) em frente ao prédio da Secretaria Estadual da Educação, na Praça da República, centro da capital paulista. Uma nova assembleia será realizada no dia 31 de março para definir o rumo do movimento. 

Após a assembleia, centenas de professores estaduais que fizeram paralisações nesta quarta, em apoio ao movimento nacional organizado por centrais sindicais e partidos de esquerda contra a reforma, seguiram a pé pela Rua da Consolação para se juntarem à manifestação realizada na Avenida Paulista. “Não aceitaremos a reforma da Previdência e a reforma do ensino médio imposta pelo governo golpista, nem o desmonte feito pelo governo Alckmin na educação de São Paulo”, disse Maria Izabel Noronha, presidente da Apeoesp. 

Segundo o sindicato, mais de 70% dos professores estaduais aderiram à paralisação nacional desta quarta. Já de acordo com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, 93% das escolas funcionaram e o conteúdo perdido por alunos será reposto. “Faltas não justificadas pelos profissionais serão descontadas.” A secretaria destacou ainda que mantém uma mesa de discussão com o sindicato, “com interlocução direta do secretário José Renato Nalini”.

Bônus. Antes da manifestação, o governo do Estado anunciou pela manhã o pagamento de R$ 290 milhões em bônus por mérito a cerca de 200 mil professores e servidores da rede de educação. A informação foi divulgada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em um vídeo nas redes sociais. 

É o menor valor de bônus, mesmo em valores nominais, sem cálculo da inflação, já dado aos professores e funcionários da rede desde a lei que implementou a bonificação por mérito, em 2008. Desde 2011, quando foram pagos R$ 340 milhões a cerca de 190 mil funcionários, o valor só subia. Em 2015, conforme amplamente divulgado pelo governo do Estado, houve o pagamento do maior bônus da história, de R$ 1 bilhão. Corrigido pela inflação (pelo índice IPCA-IBGE), o bônus de 2017 corresponderá a cerca de 25% do que foi pago naquele ano. 

No ano passado, com a crise econômica, a pasta até cogitou não pagar o bônus. Depois, o governo recuou e lançou uma enquete em indagava se os servidores preferiam receber o benefício ou um reajuste de 2,5% nos salários, mas a maioria (92,6%) optou pela bonificação. Foram pagos R$ 450 milhões para 232 mil funcionários naquele ano.

Como em 2016, o valor máximo do benefício a ser recebido por cada profissional será neste ano proporcional a 0,7 salário.

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