Professora fala sobre as formas de democracia no mundo ocidental

A professora de história do Ético Sistema de Ensino Adriana Gentil explica as características da democracia direta, semi-direta e representativa

Estadão.edu

30 Dezembro 2010 | 15h31

Dando continuidade à série de vídeo-aulas sobre história, a professora Adriana Gentil, do Ético Sistema de Ensino, fala sobre as formas de democracia no mundo ocidental - direta, semi-direta e representativa.

 

No vídeo, Adriana explica como funciona o sistema no Brasil. "Temos um sistema presidencialista que concentra muito poder e um Legislativo muito oligárquico, o que dificulta a valorização e a abertura para a participação popular na elaboração de leis."

 

Veja também:

 

- Em vídeo-aula, professora explica a origem da democracia

 

Assista à aula e responda às três questões propostas.

 

 

 

 

1) (UFU) “As instâncias do Poder, que os cidadãos acreditavam terem instalado democraticamente, estão, sob o peso da crítica, em vias de perder sua identidade. A opinião não lhes confere mais o certificado de conformidade que a legitimidade deles exige. Jürgen Habermas [...] vê nessa situação ‘um problema de regulação’. A opinião pública, abalada em suas crenças mais firmes, não dá mais sua adesão às regulações que o direito  constitucional ou, mais amplamente, o direito positivo do Estado formaliza.” (GOYARD-FABRE, Simone. O que é democracia?. Trad. de Cláudia Berliner. São Paulo,  Martins Fontes, 2003. p. 202-203.)

 

Com base no texto e nos conhecimentos sobre os Estados Democráticos de Direito na contemporaneidade, é correto afirmar:

 

a) A atual identidade das instâncias do poder é confirmada pela “crítica”

b) Legalidade e legitimidade das instâncias de poder são coincidentes nos Estados Democráticos de Direito

c) A regulação das instituições de poder deve ser independente da opinião pública

d) A legitimidade das instâncias de poder deve ser baseada no direito positivo

e) A opinião pública é que deve dar legitimidade às instâncias de poder

 

2. (UEM) Lutas populares intensas e profundas crises econômicas forçaram o Estado liberal a tornar-se uma República democrática representativa, ampliando a cidadania política. Com base nessa afirmação, assinale o que for correto.

 

01) O Welfare State (Estado de bem-estar social), com fundamentos da teoria do economista John Maynard Keynes, representa uma ruptura com a concepção da ortodoxia liberal de um Estado minimalista

02) O neoliberalismo amplia a política social do Welfare State, reforçando a intervenção do Estado no sentido de defender e garantir direitos e benefícios sociais no campo da previdência social

04) Nos Estados Unidos, o presidente Roosevelt, depois da grande crise de 1929, elabora um plano econômico conhecido como New Deal, caracterizado pelo dirigismo estatal e o subsídio financeiro às obras públicas

08) O liberalismo caracteriza-se pela diferença e distância entre o Estado e a sociedade, pois é essa distância que lhe permite defender a ideia de liberdade econômica e social

16) O neoliberalismo, como a última das revoluções burguesas, foi decisivo na conquista da cidadania, ao consolidar os direitos da sociedade civil, permitindo, por exemplo, que as mulheres usufruíssem, em 1930, na França e na Inglaterra, do sufrágio universal

 

3. (Unesp) "Um dos fatos mais importantes destes anos da década de 70 foi, sem dúvida, uma tragédia: a insurreição militar que em 11 de setembro de 1973 derrubou o governo democrático de Salvador Allende e mergulhou o Chile num banho de sangue." (Eduardo Galeano. As veias abertas da América Latina)

 

Este acontecimento relaciona-se:

 

a) aos golpes de Estado promovidos pelos militares em países latino-americanos, com apoio dos Estados Unidos, na defesa de seus privilégios econômicos no continente.

b) ao projeto de integração latino-americana promovido pela OEA, que possuía o direito de intervenção nos países onde o governo favorecesse interferências norte-americanas na economia.

c) à política de militarização dos países da América Latina, que visava promover a integração econômica por intermédio da ALALC e impedir a internacionalização socialista de Cuba.

d) à política de direitos humanos dos Estados Unidos, que auxiliava os setores militares latino-americanos a incrementar a indústria nacional e promover reformas sociais nas áreas mais carentes do continente.

e) às ditaduras militares impostas por intermédio de golpes de Estado em países latino-americanos, que visavam impedir a interferência de potências estrangeiras e nacionalizar a economia.

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