Professora é presa por manter relações sexuais com alunas no Rio de Janeiro

Educadora será acusada de estupro e corrupção de menores e pode pegar até 30 anos de prisão

Efe

27 Outubro 2010 | 16h04

RIO DE JANEIRO - Uma professora de matemática de uma escola pública do Rio de Janeiro foi presa nesta quarta-feira, 27, por ter mantido relações sexuais com duas alunas de 13 anos, informaram fontes oficiais.

A professora, de 33 anos, foi presa em flagrante no motel em que estava com uma de suas alunas desde segunda-feira e confessou sua responsabilidade em depoimento, segundo porta-vozes da Polícia Civil. Ela será acusada dos delitos de estupro de vulnerável e corrupção de menores e, se for condenada, pode cumprir pena de até 30 anos de prisão.

A Polícia localizou as duas depois que familiares da menor, que tinham dado queixa de seu desaparecimento já na segunda-feira, conseguiram estabelecer contato com a professora e souberam que ela estava com a adolescente em um motel na zona oeste do Rio.

A educadora já havia sido transferida para outra instituição de ensino depois que a direção da Escola Municipal Rondon, no bairro do Realengo, recebeu denúncias da sua suposta relação íntima com a aluna.

Segundo o delegado Angelo José Machado, chefe da 33ª DP, a professora deu detalhes de sua relação com a aluna e admitiu que a acariciava nas partes íntimas.

O delegado acrescentou que a professora disse que vinha se relacionando com a estudante desde maio e que, em outra ocasião, também levou ao motel uma colega da adolescente, da mesma idade.

De acordo com Machado, a educadora confessou que costumava manter relações sexuais com a menor no horário escolar, para evitar que os parentes suspeitassem. No interrogatório, a mulher disse que está apaixonada pela adolescente e que deseja ter uma relação aberta e séria com ela.

Segundo a polícia, a acusada era casada e o marido aparentemente não sabia de suas relações com menores, pois também chegou a denunciar o desaparecimento da mulher na segunda-feira.

A Secretaria Municipal da Educação informou em comunicado que, após receber as primeiras denúncias em setembro, afastou a educadora de suas funções e abriu investigação sobre o caso.

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