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Procura-se: educação

Diretor do Google fala do uso da ferramenta para pesquisa de universidades

Alessandro Leal*,

21 Agosto 2012 | 16h16

Foi-se o tempo quando as opções de carreira se resumiam a escolher entre os cursos clássicos - Medicina, Direito, Engenharia - ou técnicos. Hoje, o jovem tem ao seu alcance uma infinidade de caminhos para alcançar seus objetivos profissionais. E se antes essa escolha era feita apenas uma vez na vida, logo após a formatura do colégio, atualmente ela permeia o desenvolvimento de todos nós. Sejam cursos profissionalizantes, MBAs, bacharelados ou atualizações, o fato é que estamos sempre buscando nos aperfeiçoar para crescer. Um estudo realizado pelo Google em parceria com a TNS mostra que a pesquisa por cursos e instituições de ensino leva, em média, cerca de seis meses e a maior parte deste tempo - mais de 70% - é gasto na internet.

Neste processo há quatro etapas fundamentais, durante as quais quem é colocada à prova são as instituições. Em uma espécie de inversão dos papéis, neste momento os futuros alunos assumem o papel de avaliadores e colocam em teste fatores como a qualidade das instituições candidatas, o custo e a localização, tudo isso com a ajuda de ferramentas de busca online.

O processo começa com a descoberta da necessidade. Pode ser que a pessoa tenha chegado ao momento de escolher uma faculdade, ou encontrado barreiras na trajetória da carreira que demandam um aprimoramento em determinada área. Há casos daqueles que procuram mudar de profissão e outros que preferem se especializar naquilo em que já são muito bons. Neste momento, as instuições podem ajudar ao oferecer diferentes alternativas que sequer estavam sendo consideradas em primeiro lugar. Em vez de investir em um MBA, que tal testar este curso de curta duração?

Uma vez decidido o caminho - seja uma pós-graduação ou curso de idioma - é hora de escolher como chegar lá. Aí começa a pesquisa por instuições e cursos. Aqui, será considerada a reputação de cada uma e a disponibilidade. Situação na qual saem na frente as instuições que estiverem presentes na web com informações, depoimentos de alunos, aulas experimentais, entre outros.

Em seguida, é a hora da inscrição no processo seletivo. Neste momento, caberá às instuições candidatas oferecerem o máximo de informações possível para facilitar a vida do futuro aluno. Mapas dos locais de prova, material para estudo disponível para download, vídeos com professores, vale tudo para tornar a experiência mais agradável e ágil. Aqui também entra o formulário de inscrição, ação atualmente conduzida totalmente online.

Por fim, chega-se à etapa final: a decisão da matrícula. Será o momento do estudante comparar as opções disponíveis - custo, benefícios e praticidade. Mais uma vez, contará pontos aqueles que oferecerem respostas às principais dúvidas em seu website e até prestarem atendimento individual para estes candidatos. Em média, o candidato está considerando no mínimo duas instituições.

Com milhares de possíveis alunos País afora, o modelo de prospectos e visitas ao câmpus não funcionam mais. Tampouco tentar conquistá-los apenas com publicidade. Um terço dos entrevistados para o estudo considera que a internet foi fundamental para ajudá-los a encontrar a melhor opção, a frente de outros canais e até recomendações pessoais. É preciso estar presente no momento da escolha e, sobretudo, nas etapas que a antecedem.

* ALESSANDRO LEAL É DIRETOR DE NEGÓCIOS DE EDUCAÇÃO PARA O GOOGLE BRASIL

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