Processos contra alunos geram protestos na USP

Processos administrativos podem expulsar 21 estudantes

Felipe Mortara, Estadão.edu

01 Dezembro 2010 | 11h56

Cerca de 200 alunos, professores e funcionários da USP reuniram-se em protesto no início da noite dessa terça-feira no pátio interno da Faculdade de História. A manifestação foi convocada contra processos administrativos que podem expulsar 21 estudantes.

 

Quatro universitários são acusados pela ocupação do prédio da reitoria, em 2007. Outros 17, por utilizarem desde março um espaço na moradia estudantil pertencente à Coordenadoria de Assistência Social (Coseas).

 

No ato, contra o que chamaram de “criminalização das ações”, os manifestantes questionaram o fato de o regimento da USP datar de 1972 e ter sido elaborado durante a ditadura. “Estamos reivindicando o fim imediato do decreto, que proíbe atos políticos que ‘atentem à moral ou aos bons costumes’. Temos uma constituição em vigor no País desde 1988”, disse Flavio Moraes, de 23 anos, um dos que correm risco de expulsão.

 

O grupo argumenta que a desocupação do prédio da reitoria, em 2007, só teria sido efetivada após acordo com a então reitora, Sueli Vilela, para que nenhum dos alunos fosse punido. “Estão sendo punidos por terem tido a coragem de enfrentar o poderestabelecido”, disse Otaviano Helene, professor do instituo de Física. O reitor João Grandino Rodas não foi encontrado para comentar.

 

Manifestação

 

LUIZ RENATO MARTINS, PROFESSOR DA ECA-USP

 

“Esse reitor (João Grandino Rodas) assumiu com um projeto explícito e declarado de destruir a organização de funcionários. Fazer política é o único mecanismo para lutar.”

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