ALEX SILVA/ESTADAO
ALEX SILVA/ESTADAO

Presidente do TJ é o mais cotado para assumir Educação

José Renato Nalini conta com o apoio do secretário de Segurança, Alexandre de Moraes, e também é uma indicação de Gabriel Chalita

Felipe Resk, Paulo Saldaña e Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

09 Dezembro 2015 | 19h40

Atualizada às 22h21

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), José Renato Nalini, é o mais cotado para assumir a Secretaria da Educação do Estado. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) deve escolher o sucessor de Herman Voorwald nos próximos dias. Outros quatro nomes também são discutidos para o cargo.

Nalini é indicação do secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, um dos principais conselheiros de Alckmin, e do secretário municipal de Educação, Gabriel Chalita, que já foi titular da pasta estadual e tem forte interlocução com o governador. O magistrado é próximo de Chalita, hoje na gestão municipal, o que faz com que seu nome enfrente resistências.

Ao Estado, o presidente do TJ afirmou que ainda não recebeu convite para assumir a secretaria da Educação, mas que considera a pasta "um tremendo desafio". "Eu fico muito honrado com essa especulação. Melhor você ouvir que serve para alguma coisa do que ouvir que está descartado e não serve mais para nada", disse. "Se eu for convidado, vou avaliar se é algo que vai me motivar ou não."

Até o momento, Nalini não se reuniu pessoalmente com Alckmin - as conversas acontecem por intermédio de Moraes, Chalita e do deputado estadual Pedro Tobias (PSDB). Apesar de ter seguido carreira no Judiciário, e não no Executivo, o nome foi apresentado ao governador como "gestor experiente", "homem de diálogo" e com bom trânsito entre universidades e intelectuais.

O quadro é visto como ideal para enfrentar a crise provocada pela reorganização da rede estadual de ensino, que terminou com escolas ocupadas, protestos nas ruas e com o governo recuando da proposta. Uma das principais críticas recebidas pela gestão Alckmin foi justamente a falta de diálogo com os alunos.

Formado em Direito na PUC de Campinas, Nalini já atuou no Ministério Público de São Paulo e foi presidente da Academia Paulista de Letras (APL). Quando jovem, assumiu interinamente a secretaria de Educação de Jundiaí, entre 1969 e 1973. O mandato dele à frente do TJ acaba em janeiro, mas estaria disposto a assumir a pasta da Educação ainda neste mês. Como completa 70 anos daqui a duas semanas, ele também teria a opção de permanecer no Tribunal por mais cinco anos.

Nesta quarta, o governador Geraldo Alckmin afirmou em coletiva no Palácio dos Bandeirantes que vai esperar até o dia 15, quando Voorwald desocuparia a pasta, para resolver a sucessão. No entanto, fontes do governo indicam que Nalini pode ser nomeado até o fim de semana. O cargo passou a ser bastante disputado por tucanos e partidos aliados, por representar uma possibilidade de vitrine política. Esse é um dos motivos para que Alckmin não tenha feito uma indicação até agora.

Entre os nomes discutidos também aparece o de Hubert Alquéres, membro do Conselho Estadual de Educação, que já foi professor da Escola Politécnica da USP e secretário adjunto da Educação nos governos Mario Covas e Alckmin. Outros cotados são: Floriano Pesaro, Alexandre Schneider e Cláudia Costin.

Ex-secretária de Educação da cidade do Rio, Cláudia Costin atua hoje no Banco Mundial. Ao Estado, disse que a informação "não tem fundamento". O ex-secretário municipal de Educação de São Paulo, Alexandre Schneider, também não foi convidado. Vice na chapa de José Serra à Prefeitura, Schneider saiu do PSDB e hoje integra o PSD.

Já o secretário de Desenvolvimento Social do Estado, Floriano Pesaro, não teria sido sondado. Nos bastidores, sabe-se que gostaria de assumir a pasta.

Logo após o anúncio da saída de Voorwald, também apareceu o nome de Laura Laganá, que comanda o Centro Paula Souza. Ela já foi sondada em outras oportunidades, mas teria recusado.

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