Por um ensino mais integrado, Nutrição da USP reforma estrutura curricular

Nova grade do curso entrou em vigor no ano passado e está sendo implantada gradativamente

Portal da USP,

21 Fevereiro 2013 | 20h49

A nova estrutura curricular do curso de Nutrição da USP entrou em vigor no ano passado. As principais mudanças incluem a introdução de eixos temáticos estruturantes curriculares; a inclusão de atividades integradoras ao longo dos cinco anos; e a aproximação com as práticas em cenários de atuação profissional do nutricionista. “A opção foi por uma estrutura disciplinar flexível, considerando a especificidade e a experiência da USP com a área da saúde, num movimento de superação da fragmentação dos conhecimentos e da dicotomia entre teoria e prática em direção à integração de diferentes áreas disciplinares e profissionais”, afirma Ana Maria Cervato Mancuso, professora do curso e integrante do grupo que propôs as reformas.

 

O processo de reestruturação do currículo do curso durou cerca de três anos, desde quando foi criado um Grupo de Apoio Pedagógico (GAP) da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, para coordenar a construção coletiva. Durante o processo, foram ouvidos todos os segmentos envolvidos com o curso, como professores e alunos, além de egressos e profissionais com experiência em diversas áreas de atuação.

 

Segundo os ex-alunos de graduação Fabiana Nascimento e Rubem Silva, que participaram do processo de reformulação, a reestruturação do currículo ocorreu de forma coletiva. O GAP se debruçou para desenvolver o currículo do curso e agora também vem tendo um esforço de repensar a política e a didática de ensino na graduação, fatores essenciais para a concretização desse currículo que foi pensado e discutido por anos com a comunidade da FSP.

 

Neste processo houve a participação direta de um estudante de graduação, integrante do Centro Acadêmico Emílio Ribas, que acompanhou as discussões realizadas nas reuniões periódicas do GAP, e contribuiu para a construção das oficinas e outras atividades propostas. Os demais estudantes de Nutrição foram convidados para participar das oficinas e assembleias, espaços em que poderiam sugerir melhorias para o currículo e avaliar as mudanças propostas por professores e outros setores que também contribuíram para o processo.

 

A maioria dos apontamentos realizados pelos estudantes nos espaços de construção da nova estrutura curricular foi atendida, principalmente no que se refere à integração entre as disciplinas e ao contato com prática profissional ao longo do processo de formação. “Agora, esperamos que a implementação do projeto seja realizada adequadamente, com a estrutura necessária e professores preparados com um novo olhar para trabalhar as demandas que essa formação vai trazer”, afirmam os estudantes de Nutrição.

 

Implantação das mudanças

 

A nova estrutura está sendo implantada gradativamente. O curso pretende formar um profissional generalista com habilidades e competências para desenvolver atividades visando à segurança alimentar e à atenção dietética de indivíduos ou grupos populacionais em diferentes cenários de atuação profissional.

 

A professora Regina Mara Fisberg, ex-presidente da Comissão de Graduação da FSP, esteve presente em todo esse processo de reformulação. Ela diz que a elaboração da nova estrutura exigiu uma reflexão acerca da concepção e das finalidades da educação e sua relação com a sociedade, e também sobre o "tipo de indivíduo que queremos formar e de mundo que queremos construir com nossa contribuição".

 

Uma das preocupações é aproximar a FSP de outras faculdades da área de saúde, em um ensino multiprofissional, e acompanhar as diretrizes curriculares propostas pelo MEC.

Mais conteúdo sobre:
USP Nutrição Ensino superior

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.