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Por greve, segundo semestre da Unicamp deve ir até 2015

O Estado de S. Paulo

01 Setembro 2014 | 18h 54

Professores e funcionários cruzaram os braços por reajuste salarial; reposição de classes do primeiro semestre foi até a semana passada

SÃO PAULO - A greve na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) fará com que o segundo semestre letivo deste ano se estenda até 10 de janeiro de 2015. Os docentes da instituição cruzaram os braços por dois meses, entre maio e julho, contra o congelamento de salários. Funcionários ainda estão parados.

O semestre deveria começar em 4 de agosto, mas teve o início adiado para esta segunda-feira, 1º. Os docentes suspenderam a greve há um mês, após proposta da reitoria de abono de 21% sobre o salário de julho. Os funcionários não aceitaram nenhum oferta diferente do reajuste.

Nesta quarta-feira, 3, o conselho de reitores das universidades estaduais voltará a discutir a pauta salarial. Os professores podem retomar a paralisação caso seja mantido o congelamento de salários. O reajuste zero é justificado pelos reitores com a crise financeira das instituições, que gastam quase toda a receita com a folha de pagamento.