Por conta da greve das federais, estudantes de Santa Maria vítimas de incêndio estavam em período letivo

Cidade reúne universitários de cidades e Estados vizinhos; intercambista está entre os mortos

Cristiane Nascimento, Especial para o Estadão.edu,

27 Janeiro 2013 | 20h12

Grande parte das vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, era de universitários. De acordo com estudantes ouvidos pela reportagem, o evento foi organizado por seis turmas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Festas como esta são frequentes no município, que abriga jovens de cidades vizinhas e inclusive de outros Estados.

Na tarde deste domingo, 27, o reitor da instituição, Felipe Müller, divulgou uma nota lamentando o incidente e suspendendo as atividades acadêmicas por três dias letivos para o atendimento às turmas que perderam colegas e aos familiares das vítimas. A universidade está em período letivo por conta da greve das instituições federais ocorrida no final do ano passado.

De acordo com a universidade, um intercambista paraguaio está entre as vítimas fatais. Guido Ramon Britez Burro, de 21 anos, cursava Zootecnia na UFSM.

Mobilização

Os estudantes estão se organizando para acolher os familiares dos feridos e mortos. "Ficamos muito consternados e nos mobilizamos para tentar ajudar de alguma forma", diz José Luis Zasso, de 24 anos, aluno de Jornalismo da UFSM e membro do Diretório Central dos Estudantes (DCE). A entidade colocou sua estrutura física à disposição para abrigar pessoas de fora de Santa Maria. A sede do DCE não fica no câmpus, mas no centro do município, em um dos prédios de moradia estudantil.

Zasso afirma, no entanto, que a procura não tem sido grande. "Como o reconhecimento dos corpos tem sido rápido demais, muitas famílias chegaram pela manhã, liberaram os corpos e já voltaram para suas cidades para velar seus filhos nesta noite."

O Porto Alegre CITE (Colaboração, Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo), iniciativa civil criada para promover mudanças na capital do Estado, também organizou-se para reunir possíveis leitos para os familiares das vítimas. O grupo criou um formulário virtual para o cadastro de voluntários.

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