Polícia indicia 28 por suspeita de fraude no Enem e em vestibulares de Minas e São Paulo

Grupo vendia gabarito a candidatos de Medicina e passavam respostas por transmissores eletrônicos

ALEX CAPELLA, Especial para o Estado

02 Dezembro 2014 | 20h52

BELO HORIZONTE - A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou nesta terça-feira, 2, 28 pessoas por suspeita de fraude em vestibulares e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os suspeitos de integrar o esquema agiam em concursos nas cidades de Belo Horizonte e São Paulo. Entre os indiciados, 13 são acusados de integrar a quadrilha e 15 prestavam os exames. O inquérito foi enviado para a Justiça. O Ministério Público de Minas Gerais também deverá oferecer denúncia contra os envolvidos.

Entre os indiciados estão Áureo Moura Ferreira e Carlos Roberto Lobo Leite, apontados como chefes do esquema. Os suspeitos de integrar o grupo foram indiciados por formação de quadrilha, falsidade ideológica e de documentos, lavagem de dinheiro e fraude em concursos de interesse público. Os candidatos foram acusados de fraude em certames de interesse público.

O delegado responsável pela investigação, Antônio Júnior Dutra Prado, não descarta a abertura de novos inquéritos em função do resultado de investigações que serão realizadas, até mesmo sobre os pais dos estudantes participantes da fraude. "Há uma possibilidade de abrirmos novas investigações", afirmou.  

Os participantes do esquema, presos no dia 23 de novembro durante provas na capital mineira, vendiam gabaritos a candidatos ao curso de Medicina e passavam as respostas por transmissores eletrônicos. Dois estudantes de Medicina participavam da fraude, solucionando as questões e repassando o gabarito para os candidatos da Faculdade de Ciências Médicas, em Belo Horizonte, que compravam as respostas.

O advogado Délio Gandra, que defende os acusados de chefiar o esquema, não se pronunciou sobre o indiciamento de seus clientes.

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