PM continuará no câmpus, diz reitora

Reunião com estudantes, funcionários e professor termina sem negociação

Elida Oliveira, Especial para O Estado de S. Paulo

03 Junho 2009 | 21h26

Policiais militares voltaram hoje ao câmpus da USP e vão continuar no local até o fim dos piquetes que, desde o dia 25, têm prejudicado o funcionamento de unidades da universidade. O aviso sobre a permanência da PM na Cidade Universitária foi dado pela reitora Suely Vilela a uma comissão de funcionários, que estão em greve há quase um mês, e estudantes. Suely afirmou que não haverá nenhum tipo de negociação enquanto manifestantes continuarem tentando impedir o acesso a prédios da USP.   O impasse na USP agravou-se no dia 25, quando funcionários e estudantes ocuparam a reitoria e outros prédios. A reitoria recorreu à Justiça, pedindo a reintegração de posse das instalações. Na segunda-feira, a PM ocupou parte do campus, por determinação judicial, para impedir piquetes.   A Assessoria de Imprensa da reitoria informou que a posição manifestada por Suely não é pessoal, mas segue a orientação do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp). "A reitoria reconhece o direito de greve, mas não pode ser omissa quanto à realização de piquetes que obstruam o acesso aos prédios, cuja realização é ilegal, pois vai de encontro à prerrogativa legal de ir e vir dos servidores, de acordo com o que rege a Constituição Federal", informou a assessoria em nota.   "Ela nos falou que ou a gente saía da frente da reitoria, e aí ela tiraria a polícia, ou não haveria negociação, e em seguida encerrou a reunião", disse a aluna de Fonoaudiologia e integrante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Débora Manzano, de 22 anos.   O comando degreve cancelou o "trancaço", piquete programado para esta manhã para fechar a entrada principal do câmpus. Às 15 horas, haverá um ato em frente à Fuvest contra o curso de graduação a distância criado recentemente pela USP.  A Adusp também convocou para as 16h uma assembleia geral de professores no auditório da Geografia para discutir a adesão à greve. Às 18 horas, será realizada uma assembleia geral dos estudantes, convocada pelo DCE."

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