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Universidade de São Paulo completa 80 anos

Piquetes fazem reitores de estaduais cancelar negociação salarial

Victor Vieira - O Estado de S. Paulo

11 Junho 2014 | 19h 51

Decisão pode radicalizar movimento grevista, que já dura três semanas; motivo da paralisação é o congelamento de salários

SÃO PAULO - Por causa dos piquetes e ocupações nos câmpus das universidades estaduais, o conselho de reitores decidiu nesta quarta-feira, 11, cancelar a reunião agendada com as entidades sindicais de professores e funcionários, em greve há três semanas. O órgão chegou a marcar o encontro para sexta-feira, 13, mas depois recuou.

Na semana passada, o Conselho dos Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp) já havia sinalizado que o agendamento do encontro dependia da ausência de piquetes e manifestações dos grevistas, que decidiram cruzar os braços por causa do congelamento de salários das categorias em 2014. A decisão foi motivada, principalmente, pela grave crise financeira da Universidade de São Paulo (USP), que gasta 105% das suas receitas com a folha de pagamento.

Além de piquetes em câmpus da USP e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), alunos fazem ocupações em três unidades da Universidade Estadual Paulista (Unesp) - Faculdade de Letras de Araraquara, onde a sede administrativa foi tomada, e salas do Instituto de Biociências de Botucatu e a Faculdade de Filosofia e Ciências de Marília. Com a suspensão, as negociações só devem ser retomadas a partir da próxima semana.

Repercussão negativa. Para o coordenador do fórum de entidades sindicais das universidade, César Minto, o cancelamento do encontro causou indignação às categorias. "Além de ser uma restrição ao direito de greve, nossas entidades são autônomas em suas decisões políticas", afirmou. Minto, que é professor da USP, acredita que o recuo pode levar à radicalização do movimento.

Nesta quarta-feira, estudantes e servidores da universidade bloquearam a portaria principal da USP, no câmpus Butantã, zona oeste da capital, por mais de seis horas contra o congelamento dos salários das categorias. No dia anterior, professores, funcionários e alunos fizeram passeata entre o prédio da reitoria, também no câmpus, e a estação de metrô Butantã.

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