Pedalusp: de onde veio a ideia

Projeto de bike sharing de alunos da USP foi inspirado em modelo da França

Larissa Linder, Especial para o Estadão.edu

30 Agosto 2010 | 23h00

O Pedalusp, projeto de dois alunos da USP, Maurício Villar e Maurício Matsumoto, publicado no Estadão.edu desta terça-feira, foi inspirado em um projeto francês de bicicletas públicas.

 

 

Por lá, a iniciativa partiu do governo local de Grand Lyon- responsável pela cidade de Lyon e por outras 50 pequenas cidades na região. Segundo Christian Minaudier, que participou da criação e do desenvolvimento do Vélo V, a ideia veio das dificuldades com trânsito e com falta de locais para estacionar carros. "Fizemos também uma pesquisa para perceber como as pessoas pensavam nas bicicletas. Concluímos que elas só a viam como lazer, não como transporte", disse Minaudier ao Estadão.edu.

 

De início, alguns políticos ficaram hesitantes, pelos gastos que poderia provocar. A publicidade foi a saída para custear todo o projeto. A adesão das pessoas ao projeto foi grande, o que fez com que ele fosse aplicado posteriormente em Marselha e em Paris.

 

MAL Langsdon/REUTERS

O projeto francês foi o primeiro a aplicar, em grande escala, o serviço de bicicletas públicas com estações automatizadas. A inspiração veio do modelo austríaco, que havia implantado o serviço, porém em menor escala. Na França, a primeira meia hora de uso é gratuita. Após esse período é cobrada uma taxa que varia de acordo com o tempo de uso.

 

 

Números do projeto Vélo V, em Lyon, o primeir deste modelo no mundo, que começou em 2005:

- 3.100 bicicletas

- 40 estações

- 16,700 aluguéis por dia

Números do projeto Vélib’, em Paris, o maior de bike-sharing da França, que começou em 2007:

- 20.600 bicicletas

- 1.451 estações

- a partir de 75.000 aluguéis por dia

 

 

Três gerações

Os especialistas costumam dividir o bike sharing em três gerações. A primeira foi em Amsterdam, na década de 1960, com as White Bikes, que eram totalmente livres, sem regras. A segundo fase foi no estilo dos parkímetros: colocava-se uma moeda para retirar a bicicleta. A última e atual é com as estações automatizadas, onde o usuário normalmente tem um cartão de identificação próprio para o serviço, ou tem que comprar um cartão com créditos para utilizar o sistema.

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