Passeata de universitários termina sem confrontos

Uma estudante de Ciências Sociais foi ferida, mas passa bem; trânsito foi fechado das 13 às 15 horas

Elida Oliveira, Especial para O Estado de S. Paulo

18 Junho 2009 | 19h48

Terminou sem grandes conflitos a manifestação organizada por alunos, professores e funcionários da USP, Unesp e Unicamp. Eles protestaram contra a presença da Polícia Militar no câmpus do Butantã. O ato começou em frente ao Masp, percorreu as Avenidas Paulista e Brigadeiro Luis Antônio e terminou no Largo São Francisco. Um homem foi detido por lançar do alto de um edifício um bolsa de gelo que atingiu uma estudante na esquina da Paulista e Brigadeiro. A estudante de Ciências Sociais,  identificada apenas como Natália, foi encaminhada para o Hospital Vergueiro e passa bem. Após o término da passeata, policiais militares apagaram o fogo ateado por manifestantes no meio da rua.     Parte do trânsito foi fechado das 13 às 15 horas. Uma comissão formada pela Polícia Militar, CET e grevistas cuidou da organização. Para o major Wanderley Barbosa Filho, responsável pela segurança do ato, tudo terminou dentro do planejado. "Houve colaboração dos manifestantes, acatando nossas orientações." Aproximadamente 100 grevistas formaram um comitê de segurança para que os demais não invadissem as vias. Outros 220 policiais seguiram a passeata, enquanto 50 permaneciam no Largo São Francisco.   O objetivo do protesto era chamar a atenção para os conflitos ocorridos dentro do câmpus Butantã da USP nos últimos dias. Os manifestantes reclamam da falta de diálogo entre a reitora Suley Vilela e representantes da comunidade acadêmica e trabalhadora.   No entanto, nem todos entenderam os objetivos da passeata. "Quem é Suely?", perguntaram Bruna Belem e Giovanna Vidigal, 15 e 16 anos, que estavam em frente a um curso pré-vestibular. O analista financeiro Vitor Lauria, de 27, não gostou do protesto. "Atrapalha a vida de todo mundo", disse.   Já André Grosse Takahashi, de 38 anos, panfleteiro, as reivindicações são legítimas. Usuário do Hospital Universitário, ele diz que o câmpus está abandonado. "Não dá para deixar uma universidade daquele jeito", falou.   Suellen Campana, de 25 anos, estagiária da área comercial que trabalha na Avenida Paulista, o protesto fora do câmpus universitário revela que nem todos os estudantes estão interessados em conflitos. "Tenho amigos na USP e eles disseram que são hostilizados e taxados de baderneiros. Mas há alunos e alunos."   Para o coordenador do Fórum das Seis, João Chaves, o resultado foi positivo. "Esperávamos três mil pessoas, mas calculo que no ápice chegamos a cerca de dez mil pessoas." Para a polícia militar, foram 1,5 mil manifestantes.   Amanhã, alunos da USP que são contra a greve farão um uma manifestação na Praça do Relógio, dentro do câmpus Butantã. Alunos grevistas prometem impedir o ato. Na segunda-feira haverá uma reunião entre o Fórum das Seis e o Cruesp para retomar as negociações. No entanto, os grevistas dizem que só entrarão na reitoria se a polícia militar tiver saído do câmpus.

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