Passeata com USP, Unesp e Unicamp na Av. Paulista deve complicar trânsito

Manifestação de professores, alunos e funcionários será às 12 horas

Elida Oliveira, Especial para o Estado de S. Paulo

18 Junho 2009 | 10h17

Alunos, funcionários e professores das três universidades estaduais paulistas (USP, Unesp e Unicamp) programaram para hoje, a partir das 12 horas, uma passeata no centro de São Paulo. O trajeto deve passar pelas Avenidas Paulista e Brigadeiro Luís Antônio. A concentração será no vão livre do Masp. O destino é a Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco.   A expectativa é de que o grupo leve uma hora e meia para fazer o percurso, complicando o trânsito na região até as 16 horas. No início da noite de ontem, ao menos 2,5 mil pessoas confirmaram presença nos ônibus que levarão os manifestantes até o centro.   Veja também:  Alunos propõem ''greve da greve''   De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar, foram destacados 50 policiais em motos e 100 a pé. O objetivo é evitar o transtorno ao trânsito e garantir o direito de ir e vir dos manifestantes e da população. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) não divulgou planos de contingenciamento, mas disse que os agentes estariam na região.   Desde o confronto entre alunos e policiais militares no câmpus da USP, no último dia 9, esta será a primeira grande manifestação dos grevistas. Na reunião para planejar a passeata, com representantes do Fórum das Seis (que une as estaduais paulistas e fundações), houve muita preocupação sobre possíveis confrontos.   Segundo Magno de Carvalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), haverá uma comissão de segurança, formada por alunos e funcionários, que se encarregará de tentar manter pacífico todo o protesto. "Teremos pessoas nas laterais para evitar o choque. Nosso protesto será tranquilo, ninguém está indo para confronto." Para Luma Feboli, de 21 anos, estudante de Ciências Sociais da Unicamp, a passeata deve chamar a atenção para as pautas da greve, entre elas a qualidade do ensino público. "É uma forma de divulgar o que estamos defendendo." De acordo com ela, haverá distribuição de panfletos com as reivindicações, que vão desde o reajuste salarial até o "fora Suely (Vilela, reitora da USP)". Ontem, os grevistas continuaram em frente à reitoria, onde fizeram um churrasco.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.