Para professores, novas regras da Fuvest beneficiam candidatos com bom desempenho em todas as matérias

Pacote de alterações no vestibular foi aprovado nesta quinta-feira pela Comissão de Graduação da USP

Carlos Lordelo, Estadão.edu

03 Junho 2011 | 11h26

As mudanças no vestibular da Fuvest vão beneficiar os mais preparados e capazes de responder com igual desenvoltura a questões do tipo teste e dissertativas, segundo professores ouvidos pela reportagem. Para eles, a USP terá mais elementos para avaliar os candidatos.

 

A alteração mais festejada foi a reinclusão da nota da primeira fase no cálculo final da pontuação. “Não era justo para o aluno se preparar para uma prova e depois ter de jogar fora seu desempenho”, diz Vera Antunes, coordenadora do Objetivo.

 

A coordenadora pedagógica do Cursinho da Poli, Alessandra Venturi, crê que a prova de primeira fase vai ficar mais difícil. “Deve subir o nível.”

 

Segundo o coordenador do Etapa Carlos Bindi, a mudança na fórmula de convocação para a segunda etapa precisa ser mais bem definida. “Isso cria carga de estresse maior para os candidatos de carreiras concorridas.”

 

Para o coordenador do Anglo Nelson de Castro, os alunos da rede pública de ensino serão indiretamente penalizados. “A Fuvest vai beneficiar os melhores candidatos, que, na maioria das vezes, vêm de escolas privadas.”

 

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