Para PM, prazo para cumprir reintegração de posse na USP não vale mais

Comandante-geral diz que reitoria precisa comunicar fracasso das negociações à Justiça

Bruno Paes Manso, O Estado de S. Paulo

07 Novembro 2011 | 17h15

A Polícia Militar aguarda uma comunicação formal da USP à Justiça, sobre as negociações com o grupo que ocupa a reitoria, para planejar o cumprimento da ação de reintegração de posse do prédio. Segundo o comandante-geral da PM, coronel Álvaro Batista Camilo, o prazo para saída pacífica dos manifestantes, que deveria acabar acabar às 23h desta segunda-feira, não vale mais e deverá ser adiado.

 

Coronel Camilo disse à reportagem, por telefone, que se as negociações desta segunda-feira fracassarem, a administração da USP precisa informar a situação ao Tribunal de Justiça. A partir da notificação, a Justiça decide se lança uma nova ordem de reintegração de posse com outro horário-limite. A Assessoria de Imprensa do tribunal está apurando se o trâmite é necessário.

 

Representantes da administração da USP e dos estudantes e funcionários que ocupam o edifício desde terça-feira passada estão reunidos desde as 14h30 desta segunda-feira no Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), na zona oeste da capital.

 

Segundo Magno de Carvalho, diretor do sindicato dos servidores da universidade (Sintusp), a reitoria avançou pouco nas propostas e é difícil que se chegue a um acordo. O dirigente sindical teve de sair antes do fim do encontro.

 

O edifício foi ocupado na madrugada de quarta-feira por manifestantes contrários à presença da Polícia Militar na Cidade Universitária. Estudantes invadiram a reitoria depois de votação em assembleia na FFLCH decidir pela desocupação do prédio da faculdade. O local foi invadido no dia 28, quando PMs detiveram três alunos da Geografia flagrados fumando maconha no câmpus.

 

* Atualizada às 17h50

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