Para Haddad, achar Enem caro é 'equívoco'

Valor da prova aumentou 190%; ministro diz que condenação dos que furtaram prova é 'reconhecimento dos danos causados aos jovens'

Carlos Lordelo, Estadão.edu

17 Agosto 2011 | 12h45

CURITIBA - O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira, 17, que a condenação de quatro dos cinco envolvidos no furto e vazamento da prova do Enem de 2009 é um “reconhecimento dos danos que os criminosos causaram aos jovens brasileiros”. 

"A condenação ensinou para aqueles que não têm compromisso com a educação que a Justiça, nesse caso, não tardou”, afirmou Haddad, que realizou a palestra de abertura da Sala Mundo Curitiba, na cidade.    Na sentença, o juiz Márcio Rached Millani, da 10.ª Vara Federal Criminal de São Paulo, acolheu denúncia do Ministério Público Federal que imputou aos réus os crimes de corrupção passiva  violação de sigilo funcional. Para o ministro, a decisão sinaliza que “as pessoas tem de colocar a educação em outro patamar”. “Não podemos jogar com o destino das pessoas.”  

Gasto. Sobre a alta de 190% no valor do contrato para a aplicação do Enem, Haddad disse que é "um equívoco" considerá-lo caro. “O valor geral que é gasto, incluindo gráfica e distribuição, é de R$ 45 por candidato”.   O contrato do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) quase triplicou do ano passado para este: o valor subiu de R$ 128,5 milhões para R$ 372,5 milhões.

O ministro ainda justificou que "o preço da inscrição está congelado há mais de dez anos". “O valor da inscrição nos vestibulares é de pelo menos R$ 90 por candidato, o Enem é metade disso”, disse Haddad.   O exame de 2011 está marcado para os dias 22 e 23 de outubro. Cerca de 6,2 milhões de candidatos farão a prova. O número é recorde desde a criação do exame, em 1998. No ano passado, 4,6 milhões participaram.

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