Para diretoria, ação da PM foi agressão à FFLCH

Nota divulgada condena o uso de bombas de efeito moral atiradas no estacionamento da Faculdade

10 Junho 2009 | 18h38

Em nota divulgada no final da tarde, a direção da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH), afirmou que a ação da Polícia Militar de atirar bombas de efeito moral no estacionamento do prédio da Geografia e História ontem à tarde, foi uma agressão física e moral à Faculdade.   O comunicado, assinado por Sandra Margarida Nitrini, diretora da FFLCH, dizia ser urgente a necessidade de encontrar meios que possibilitem reabrir o diálogo entre os grupos.   Confira o texto na íntegra:   "Diante da gravidade dos acontecimentos ocorridos no campus da USP, na tarde de 09/06/2009, a Direção da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, as chefias de Departamentos e as Presidências das Comissões Estatutárias, reunidas em 10/06, vêm a público para manifestar o seguinte:   1. Por volta das 17hs, mesmo com a tentativa de mediação da direção da FFLCH junto ao comandante do efetivo da PM, bombas de efeito moral foram atiradas sobre o estacionamento do prédio de Geografia e História, tendo seus gases invadido o edifício, onde se encontravam muitos professores, alunos e funcionários de nossa unidade.   2. Independente das causas que tenham originado tal atitude, esta se constituiu numa agressão física e moral à Faculdade. Não podemos aceitar passivamente um ato violento que agrida um espaço que foi constituído para o pensamento e reflexão.   3. Inquieta-nos o fato de ser a primeira agressão direta sofrida pela faculdade desde 1968. Acreditamos ser urgente encontrar formas de reabrir o diálogo de modo a permitir que os meios tradicionais e próprios da comunidade universitária de resolver conflitos se imponham sobre a força.   4. A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas em seus 75 anos de história conseguiu se transformar num patrimônio cultural do Brasil. É responsabilidade de todos nós, professores, alunos e funcionários da USP, encontrarmos meios de afastar todas as formas de violências do campus para preservar a Universidade como um espaço plural e democrático de geração e transmissão do saber."

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