Pais se dividem para mudar filhos de escola

Pais se dividem para mudar filhos de escola

Dúvidas são naturais, mas é preciso avaliar prós e contras para fazer uma escolha certeira

Ana Gabriela Verotti, Especial para o Estadão.edu

16 Setembro 2014 | 03h00

Escolher um colégio para os filhos é uma decisão que envolve muitos aspectos que vão além dos métodos de ensino. Proximidade de casa, infraestrutura, proposta pedagógica, recomendações de pais de alunos e ex-alunos e porte da escola são itens levados em consideração ao decidir onde matricular as crianças.

Se escolher a escola é difícil, trocar de instituição pode ser ainda mais complicado. São muitas as dúvidas que surgem para os pais. Assim, avaliar prós e contras com cautela é o mais indicado para tomar uma decisão precisa na hora da incerteza.

O desafio é avaliar o quanto a mudança pode ajudar a melhorar os estudos, considerando que os estudantes passarão por um processo de adaptação ao novo ambiente, aos colegas, aos professores e às diretrizes da escola.

São muitos os motivos que podem levar à troca de colégio, desde problemas de comportamento até insatisfação com o ensino ou com os docentes e a direção. É preciso discernir em quais situações a transição é válida ou não, lembrando que cada caso tem suas particularidades.

A gerente de projetos Maria Aparecida Puzzello, de 49 anos, vivenciou os dois cenários: trocou o filho mais velho, Vitor, de 19 anos, do colégio, mas manteve a filha Fernanda, de 14, na instituição onde estudava.

Ela diz que quando Vitor estava no 8.º ano sofria bullying dos colegas. “Ele não tinha amigos, se desinteressou pela escola.” Vitor foi reprovado e, então, Maria resolveu trocá-lo de instituição, matriculando-o no Colégio Esperanto em 2008. “Era uma escola menor, que estava iniciando o ensino médio e adicionando uma nova série a cada ano. A diretora estava bem presente”, conta.

Ela comenta que a mudança foi extremamente positiva em termos sociais, apesar de o colégio não ter um ensino tão forte quanto o anterior. Vitor, que trocou de colégio quando a família se mudou para a Mooca, hoje é aluno da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Em 2010, a filha mais nova de Maria, Fernanda, estudava no Colégio Agostiniano Mendel, quando também foi reprovada no 6.º ano. “Na época, pensei em tirá-la da escola, mas conversei com as pedagogas e resolvi mantê-la, para que ela aprendesse a superar”, explica. Assim, o processo dependeria muito da força de vontade de Fernanda, que teria consciência de que seus métodos de estudo não estavam dando certo e alguns pontos deveriam ser modificados para atingir melhores resultados. “Eu já tinha a experiência com o Vitor e sabia que o colégio da Fernanda era bom.” Maria não se arrepende de ter trocado Vitor de escola nem de ter mantido Fernanda na mesma. “Eu só o colocaria em um colégio com o mesmo nível ou melhor”, conclui.

Mais conteúdo sobre:
educação escolas alunos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.