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Oxford vem ampliar parcerias no Brasil

Vice-reitor Andrew Hamilton participa de Ciclo Grandes Universidades nesta terça na Fiesp e discute acordos com CNPq e Capes

Estadão.edu,

20 Agosto 2012 | 16h14

Oxford está chegando ao Brasil para firmar convênios e ampliar parcerias. Sinônimo de universidade, com seus 900 anos de história, Oxford abre o giro brasileiro nesta terça-feira, 21, na Fiesp no ciclo Grandes Universidades, organizado pela Fundação Estudar com apoio do Estadão.edu. Uma das novidades na bagagem é a Escola de Governo, que recebe a primeira turma neste semestre. Uma boa oportunidade para estreitar relações com o Brasil.

“Queremos estreitar laços, porque o Brasil, além do novo papel que se dispõe a desempenhar no mundo, tem uma presença muito forte há anos em nossos estudos sobre sociedade, política e cultura”, diz o vice-reitor Andrew Hamilton, de 59 anos. Professor de Química, ele ocupa o cargo há três anos, depois de ter sido provost (uma espécie de vice-reitor acadêmico) em Yale.

Hamilton vai conversar no giro com lideranças da educação no Brasil como os presidentes do CNPq, Glaucius Oliva, da Capes, Jorge Guimarães, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e o reitor da USP, João Grandino Rodas. Também fará contatos com a rede de alumni de Oxford no Brasil, que tem cerca de 250 integrantes.

Embora Oxford não tenha um escritório no Brasil, a exemplo de Harvard, Hamilton considera a universidade bem representada no País. “Temos um número significativo de programas de pesquisa, como o centro dedicado à floresta tropical no Amazonas, e de parcerias.” O vice-reitor acredita que o papel de representar a universidade aqui já é desempenhado pelo escritório da Oxford University Press, uma das maiores editoras de educação do mundo, que tem aumentado o investimento no ensino de inglês no País.

O giro por aqui coincide com a abertura das atividades acadêmicas da Escola de Governo, uma coincidência feliz no entender de Hamilton. “Ela nasceu para formar líderes para governos e pessoas capazes de conceber políticas públicas”, diz. Quando fala em líderes de governos, o vice-reitor não se refere só à alta burocracia, mas a políticos. Outro público alvo do curso são economistas.

A unidade caçula da universidade inglesa abrirá as portas para 40 alunos este ano e para 120 em 2013. A escola pode ser nova, mas vem amparada na tradição cosmopolita de quem está em localização privilegiada há 900 anos. Oxford não só formou a elite britânica, mas as dos países que fizeram parte do tentacular Império Britânico. "Somos uma das encruzilhadas intelectuais do mundo, já temos uma tradição de aprender com os outros, de criar uma experiência densa de aprenzidado com o tutorial de Oxford.”  

Tutorial, nesse caso, pode significar tutoria. Mas também tutorial no sentido em que o termo é usado no mundo digital, que designa um modelo de ensino de Oxford. Embora seja um entusiasta das possibilidades do online, Hamilton diz que o grande atrativo da universidade é a combinação de tradição, alta qualificação de professores e alunos reunidos no seu câmpus, e o tutorial, um tipo de experiência que lembra mais a Grécia antiga do que o Vale do Silício. Experiência acadêmica em Oxford não se confunde com aulas, caminha mais no sentido de investigação intelectual.  

“Nossos alunos têm encontros semanais, às vezes mais de um, com professores que estão preparados para ajudá-los a desenvolver seu potencial”, diz Hamilton. “Temos um foco na capacidade de o estudante se aprofundar e desenvolver sua autonomia intelectual.”

Confira neste link a programação desta edição do Ciclo Grandes Universidades.

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