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ONU alerta que meta de educação para 2030 está ameaçada

Segundo enviado especial da organização, se países não encontrarem novos meios de financiamento, 800 milhões de jovens deixarão as escolas sem os conhecimentos necessários para conseguir um emprego

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O Estado de S.Paulo

20 Abril 2017 | 00h00

NAÇÕES UNIDAS - Anos de negligência deixaram 260 milhões de crianças sem escola enquanto outras 400 milhões são analfabetas funcionais, disse nesta quarta-feira, 19, Gordon Brown, enviado especial da ONU para educação. Ele advertiu que, se uma maneira melhor de financiar a educação não for encontrada, mais de 800 milhões de jovens terão deixado a escola até 2030 sem ter obtido as ferramentas necessárias para conseguir um emprego. Segundo ele, o número representa metade das 1,6 bilhão de crianças no mundo.

Brown disse que, se ações não forem tomadas agora, o objetivo da ONU de garantir que todas as crianças tenham uma educação secundária de qualidade até 2030 não será atingido, nem em 2050 nem em 2100.

Como solução, o enviado especial da organização propõe a criação de um novo Centro Financeiro Internacional para Educação, o qual destravaria quase US$ 10 bilhões anualmente para novos investimentos em educação e ajudaria a atingir a meta para daqui 13 anos. A ajuda para educação neste momento, segundo ele,  é de aproximadamente US$ 12 bilhões por ano, “assim que estamos falando em duplicar a ajuda”, disse.

Se o novo centro puder levantar US$ 2 bilhões em garantias dos países que incluem os doadores atuais - e se eles puderem levantar esse valor em subsídios “para reduzir empréstimos e convertê-los em crédito -, então poderíamos aumentar os investimentos em educação de cerca US$ 9 bilhões a US$9,5 bilhões por ano”, acrescentou Brown.

Se não conseguirmos esse financiamento, “milhões de crianças estarão nas ruas e não nas escolas”. “E as meninas serão a maioria que ficará sem educação; e nas zonas de conflito, a maioria das crianças não terão oportunidades de estudar”, disse. /Associated Press

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