Negociação não muda oferta dos reitores aos grevistas

Fórum das Seis decidiu que cada categoria decidirá agora em assembleia o fim da greve

AE, Agência Estado

30 Junho 2009 | 07h48

Após mais uma rodada de negociações durante a tarde de ontem, o Conselho de Reitores das três universidades estaduais paulistas, USP, Unesp e Unicamp, encerrou as negociações com o Fórum das Seis, entidade que reúne representantes de professores, alunos e funcionários. Não houve alteração na proposta apresentada aos grevistas, de reajuste de 6,05%, e não foi agendado um novo encontro. Em resposta, o Fórum das Seis decidiu que cada categoria decidirá agora em assembleia o fim da greve, que já está esvaziada por causa das férias.

Hoje, a reitora da USP, Suely Vilela, terá um encontro com o sindicato dos funcionários (Sintusp) para debater as reivindicações específicas da categoria - na última reunião, houve avanço nas negociações entre eles. Professores da USP e Unesp também deverão realizar suas próprias assembleias. Na Unicamp, professores e funcionários voltaram ao trabalho na semana passada. Inicialmente, o Fórum das Seis pedia reajuste de 16% mais R$ 200 - números que ontem caíram pela metade na proposta feita aos reitores, que não foi aceita nem discutida.

Antes do começo da negociação, os grupos em greve organizaram um ato em frente ao prédio da reitoria e lançaram um fórum pela democratização das universidades. Eles pedem a eleição direta para reitor e contam com apoio de professores como a filósofa Marilena Chauí. Estudantes de Filosofia divulgaram uma nota sobre a polícia militar, mostrando solidariedade "não ao policial fardado que reprime manifestações sociais como máquina de força, mas aos trabalhadores que, como policiais militares, são trabalhadores de exceção".

Na USP, piquetes que bloqueavam a entrada de prédios levaram a reitoria a recorrer à Justiça, o que resultou na presença da Polícia Militar para liberar os acessos. O movimento acirrou-se no dia 9, com confronto entre a PM e estudantes. Assembleias e manifestações contrárias à presença da polícia passaram a conviver com protestos contra a greve. Todas as outras unidades do câmpus continuaram com suas atividades regulares - algumas delas, como a de Direito, já até concluíram as provas finais e entraram em férias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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