Cibele Barreto
Cibele Barreto

Nas públicas, projeto de vida em tempo integral

Escolas estaduais experimentam modelo com disciplinas eletivas e planos de carreira

Tulio Kruse, Especial para o Estado

13 Setembro 2017 | 05h00

Em seu primeiro dia de aula no ensino médio, a estudante Fernanda Kono, de 15 anos, foi surpreendida por uma pergunta. “Qual é seu projeto de vida?”, interrogava o texto no papel. Ex-aluna de colégio público regular, ela havia acabado de entrar na Escola Estadual Reverendo Tércio, na zona leste de São Paulo. Há quatro anos, a escola implementou a educação integral, em que o aluno define um objetivo para sua carreira e as disciplinas eletivas. 

“Acabei me conhecendo mais, sabendo o que realmente quero, o que procuro nesta escola”, conta Fernanda. Na reforma, o Ministério da Educação (MEC) promete fomentar a educação em tempo integral para que exista na metade da rede pública em até dez anos.

Todas as atividades do currículo da Reverendo Tércio têm como base o projeto de vida do aluno. Cursos eletivos e orientação acadêmica são organizados de acordo com o plano definido entre o 1.º e o 2.º ano. Os estudantes organizam atividades como o acolhimento dos novatos. “Não é só para mostrar como a escola funciona, mas para transformar o pensamento do aluno e fazer com que se esforce mais”, diz Diogo Castro, de 17 anos, estudante responsável pelo programa.

Adotado na rede estadual desde 2012, o formato é inspirado no Ginásio Pernambuco, do Recife, também base para detalhes da reforma. O governo de São Paulo quer expandir o modelo. “Nossa ideia é usar ao máximo as parcerias com o MEC”, diz a coordenadora de gestão da Educação Básica, Valéria de Souza. Para o ensino integral, o MEC prometeu R$ 1,5 bilhão em dez anos.

 

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