Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

Grêmios têm foco no ensino médio nos colégios particulares

Alunos sugerem eventos, projetos e participam de decisões sobre o calendário escolar; estudantes se encontram voluntariamente

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

21 Dezembro 2015 | 03h00

SÃO PAULO - Em escolas particulares da capital, os grêmios estão focados no ensino médio. Os alunos sugerem eventos, projetos e participam de decisões sobre o calendário escolar. Não há eleições e os estudantes participam dos encontros voluntariamente.

Na Escola Móbile, em Moema, zona sul de São Paulo, há 12 pessoas no grêmio. Se houver mais interessados, há sorteio. “Temos reuniões entre os alunos e, uma vez por bimestre, com a coordenação, em que levamos problemas pontuais”, explica o estudante do 2.º ano Guilherme Rosito, de 16 anos. Neste ano, eles fizeram um ciclo de debates nos moldes da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre diversos temas.

Outra frente do grupo é promover pequenas melhorias no cotidiano dos alunos. Uma das reivindicações é a ordem das avaliações mensais - os alunos podem escolher a combinação das disciplinas, para se prepararem melhor. Também foram feitas alterações no calendário de aulas. “É importante para o coletivo, já que a chance de sermos ouvidos pela coordenação é maior. E, para mim, vejo que treino o diálogo e o exercício da democracia”, disse Rosito.

“O mais interessante é a construção que os alunos fazem em torno de um projeto. O planejamento, a execução, a representatividade diante de outros alunos e da escola. Eles têm um papel que é uma ação política, mas que se dá no espaço harmonioso da escola”, explica o coordenador do ensino médio da Móbile, Blaidi Sant’anna.

Hierarquia. No Colégio Equipe, em Higienópolis, no centro, o grêmio é horizontal, ou seja, não há hierarquia. O grupo se reúne às quintas-feiras. Uma das principais ações feitas foi um festival musical e outras atrações artísticas, na Casa de Cultura Tendal da Lapa. Também é feito um jornal com poemas e artigos de alunos. “Entrei para o grêmio porque senti que faltava mais participação na escola”, diz o aluno do 1.º ano Vinicius Toscano, de 15 anos.

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