Na reta final, alunos aumentam preparação para a Fuvest

Na reta final, alunos aumentam preparação para a Fuvest

Para professores, a preparação ideal nesse período é checar provas anteriores e revisar conteúdo; confira as dicas

Bárbara Ferreira Santos, O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2014 | 03h00

A dois meses da primeira fase da Fuvest 2015, começa a contagem regressiva dos estudantes para revisar as matérias e tirar as últimas dúvidas antes da prova, que ocorre em 30 de novembro. O exame, considerado um dos principais vestibulares do País, dá acesso aos cursos de graduação da Universidade de São Paulo (USP) e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa.

Com foco total no vestibular, as amigas Ana Carolina Simões, de 19 anos, Sara Ribeiro, de 25, e Stephanie Sobral, de 20, usam apenas o intervalo entre as aulas no Cursinho da Poli para conversar sobre as dificuldades pessoais na reta final. “Todo mundo está com os nervos à flor da pele. Qualquer coisa pode fazer a gente ‘explodir’ ou chorar. A pior pressão é a nossa”, afirma Ana. 

Nova tentativa. Para Sara, que desistiu no ano passado de cursar História na Universidade Estadual Paulista (Unesp) para tentar de novo uma vaga na USP, a pressão é maior. Ela afirma que este é o seu último ano prestando vestibular. “Já fiz cursinho no ano passado e não quero fazer de novo”, diz. Ela aproveita o tempo final para estudar matérias da área de Exatas, nas quais tem mais dificuldade. Já Stephanie investe o tempo nas de Humanas. 

A recomendação dos professores dos quatro principais cursos vestibulares de São Paulo – Etapa, Objetivo, Anglo e Cursinho da Poli – para esses últimos dias de preparação é unânime: o candidato precisa rever provas anteriores da Fuvest, fazer os exercícios e olhar as correções comentadas para se habituar com o formato da prova (veja as questões selecionadas pelos docentes do Cursinho da Poli abaixo).

Segundo os docentes, os candidatos têm de ficar atentos ainda a datas históricas comemoradas neste ano, entre elas os cem anos da 1.ª Guerra Mundial e os 50 anos do golpe militar no Brasil, que podem ser cobradas tanto na prova de História quanto no tema da redação na segunda fase.

Só a prova de Português tem aproximadamente 18 testes, dos 90 da primeira fase. “As perguntas são sobre interpretação de textos, obras recomendadas e aspectos gramaticais”, explica a professora de Português Célia Passoni, do Etapa. Interpretação de textos é o que é exigido também na prova de Inglês, geralmente com textos atuais, de publicações internacionais.

Segundo os professores, há conteúdos que não podem deixar de ser vistos pelos alunos, porque são exigidos com frequência. Em Geografia, por exemplo, temas como Urbanização, Clima e Vegetação e Hidrografia estão entre os mais cobrados em anos anteriores, aponta a professora Vera Lúcia da Costa, coordenadora da disciplina no Objetivo.

Já em Biologia, perguntas sobre botânica, parasitoses, teorias evolutivas e análises de genealogias são sempre cobradas. Em Física, 40% das questões são sobre Mecânica, alerta o professor Francisco Flavio Viana, do Cursinho da Poli. “Cerca de 15% são sobre eletromagnetismo e 15% sobre termologia”, explica.

Em Matemática, uma das disciplinas mais temidas, as progressões (aritmética e geométrica) e probabilidade devem ser cobradas. Em Química, o candidato não fugirá das reações. “Devem ser reações sobre situações do dia a dia, como a fabricação do sabão ou a ação da água sanitária na roupa”, explica Luís Ricardo Arruda, coordenador-geral do Anglo Vestibulares. 

Questões selecionadas pelos professores do Cursinho da Poli: 

Veja a correção comentada dessas questões em estadao.com.br/e/gabarito

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