Cibele Barreto
Cibele Barreto

Múltiplos itinerários com aspectos regionais

Estados e escolas terão autonomia para definir percursos de acordo com características locais

Tulio Kruse, Especial para o Estado

13 Setembro 2017 | 05h00

As redes públicas e as escolas particulares terão autonomia para criar percursos que combinem vários conteúdos, não se limitando aos itinerários citados na lei – Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Ensino Profissional. “A gente espera que a escolha dos Estados seja sempre por itinerários integrados”, disse a diretora de Currículos e Educação Integral do Ministério da Educação (MEC), Teresa Pontual. “Então não serão cinco, serão centenas de itinerários, e o esforço estará em como estruturar tudo para que o Estado consiga gerenciar isso bem.”

Os itinerários são a parte do ensino médio em que o aluno escolhe uma área de afinidade. A recomendação do MEC é que esses trajetos respeitem características e necessidades regionais. “A escola vai ter um papel central na construção e os professores terão de se reinventar. A educação vai ter de dar conta da construção de itinerários que o Brasil precisa”, disse Rossieli Soares da Silva, secretário nacional de Educação Básica do MEC, em debate no Estado. Os itinerários deverão ter o aval dos Conselhos Estaduais de Educação. O prazo para o aluno escolher um itinerário também será definido pelos Estados – o MEC sugere que seja na metade do 2.º ano.

Antes que a reforma seja implementada, o MEC tem de aprovar a Base Nacional Comum Curricular. Ela definirá que conteúdos o aluno deve aprender e em que anos do médio. Nos três, Língua Portuguesa e Matemática serão obrigatórias. A base curricular definirá os conteúdos exigidos em História, Geografia, Biologia, Química, Física, Artes, Educação Física e Inglês. Filosofia e Sociologia continuarão sendo obrigatórias, não necessariamente disciplinas separadas.

Pode levar cerca de três anos até que as primeiras turmas estudem com o currículo flexível. Mas o assunto já mobiliza os alunos, como os do 9.º ano do Colégio Internacional Emece, na zona oeste de São Paulo, que pensaram que teriam de se decidir por um percurso já em 2018. “Dá um certo medo escolher a área e acabar mudando de ideia. Nessa idade a gente tem noção do que quer fazer, não uma certeza”, diz Lucas Gabriel de Oliveira, de 14 anos.

 

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