MS emplaca duas particulares no topo

Escolas apontam rigor na disciplina e organização como fatores que elevaram o ensino, além de foco no vestibular

João Naves de Oliveira,

12 Setembro 2011 | 03h53

ESPECIAL PARA O ESTADO

CAMPO GRANDE

Com prioridade na disciplina e na organização, duas escolas particulares de Mato Grosso do Sul estão entre as que alcançaram as maiores notas no Enem 2010 no País.

“Aqui não há espaço para absolutamente nada que não seja o ensino”, afirma Maria Luíza Dutra, coordenadora pedagógica do Colégio Alexandre Fleming, de Campo Grande.

O coordenador pedagógico do Colégio Bionatus, Jamal Aparecido dos Santos, destaca a infraestrutura da escola para o bom resultado no exame. “Não deixamos faltar nada para nossos alunos. Quem não tem meios para estudar em casa, por exemplo, pode fazer isso no colégio. Temos cabines exclusivas para professores de plantão tirar dúvidas e bibliotecas, entre outros recursos, até mesmo durante os feriados.”

Nas duas escolas, os professores estão sempre atentos para o desempenho dos estudantes ao longo do ano. “Quem perde aulas ou tem dificuldades de aprendizado passa a ser assistido de forma individual. Se for o caso, atuamos junto com a família para reverter o quadro”, explica Maria Luíza.

A coordenadora pedagógica do Alexandre Fleming também destaca a diversidade do conteúdo ensinado aos estudantes, como sociologia, filosofia, raciocínio lógico e geopolítica, além das disciplinas comuns.

“Adotamos uma série de medidas a partir do primeiro dia de aula do 3.º ano do ensino médio. Temos uma carga diária de nove horas, e o resultado é que os alunos que fazem o Enem entram na universidade, como ocorreu agora com os 85 estudantes que se formaram”, diz Maria Luíza.

No Bionatus, o conteúdo do ensino médio é dado até o 2.º ano, explica Santos. “No 3.º fazemos revisões e, a cada 15 dias, simulados. Produzimos todo o material didático.”

O coordenador pedagógico afirma que a escola é conhecida na região por seu rigor. “Só aguenta ficar no Bionatus quem quer estudar - e muito.”

De acordo com Santos, quase todos os 140 alunos que se formaram em 2010 fizeram o Enem e cerca de 90% foram aprovados em universidades. “Poucos tiveram justificativas, como questões familiares ou de saúde, para não fazer a prova.”

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