Ministro defende prioridade para a alfabetização na idade certa

Mercadante participou de debate em meio à campanha 'A educação precisa de respostas', promovida pelo Grupo RBS

Estadão.edu, com informações da Assessoria de Imprensa do MEC,

29 Agosto 2012 | 10h51

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta terça-feira, 28, que o Brasil precisa dar prioridade e reforçar a alfabetização de crianças até os oito anos de idade. Mercadante participou, em Porto Alegre, do lançamento da campanha 'A educação precisa de respostas', promovida pelo Grupo RBS.

Durante 20 minutos, Mercadante respondeu perguntas de professores, especialistas e autoridades educacionais. Sobre a alfabetização até os oito anos, de acordo com o ministro, o programa sobre a idade certa, a ser lançado pelo governo federal em setembro, já tem a adesão de todas as secretarias estaduais de Educação do País e de quatro mil municípios.

O ministro também lembrou que a reformulação do ensino médio é um grande desafio para o Brasil. "O Enem vai nos ajudar a redesenhar o currículo do ensino médio. Hoje é uma enciclopédia, uma fragmentação do ensino", comentou.

A proposta do Ministério é adotar o padrão do Enem e implantar nas escolas o currículo com quatro áreas principais: matemática, língua portuguesa e redação, ciências da natureza e ciências humanas. Em outubro, uma nova reunião do Conselho Nacional de Educação debaterá a avaliação do ensino médio e a proposta de um novo currículo. “Não se pode ter um ensino médio enciclopédico, em que você dá um pouco de tudo”, completa.

A formação de professores foi outro tema abordado no debate. O ministro salientou que 350 mil professores cursam hoje a primeira ou a segunda graduação por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid).

Mercadante defendeu ainda a ampliação das escolas com educação integral para melhorar a qualidade do ensino e o envolvimento dos alunos com o aprendizado. “Quando você passa de quatro para sete horas diárias, o salto é muito grande. Sem educação integral, o Brasil não dará um salto estratégico como precisa dar. A escola integral vai ser a grande prioridade”, disse.

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