MEC lança prova para validar diplomas de Medicina do exterior

Após revisão de exame feita por especialistas, governo decide fixar uma nota de corte para os candidatos

Lígia Formenti / BRASÍLIA , O Estado de S. Paulo

21 Março 2011 | 12h23

O governo lançou na sexta-feira, 18, um exame nacional para validação de diplomas de médicos formados no exterior. O formato adotado é  semelhante ao projeto-piloto, realizado em outubro passado, mas com uma diferença fundamental: a determinação da nota de corte para os  candidatos.

 

Dos 628 médicos formados no exterior que se inscreveram no teste-piloto, apenas 2 foram aprovados. Para organizadores,  isso refletiu problemas na formulação da prova.

 

A secretária substituta de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, avalia que o problema ocorreu na montagem da prova,  algo que poderia ter levado o nível de dificuldade a um patamar superior ao esperado. Para evitar que o problema se repita, o sistema foi alterado.  Depois de montada, a prova será avaliada por um painel de especialistas e a nota de corte será fixada.

 

Essa mudança poderá fazer com que a nota de corte varie de acordo com as edições do exame. Ana Estela crê que essa flutuação não provocará  questionamentos na Justiça. “O modelo foi analisado por integrantes do Ministério da Saúde e da Educação e esse risco não foi mencionado”, diz.

 

Ela também acredita que a segurança da prova estará preservada. “O critério de seleção dos profissionais é rigoroso e a segurança,  rígida.” A prova será feita pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

 

Assim como o projeto-piloto, a prova de validação será feita em duas etapas. Uma prova escrita, provavelmente a ser marcada para junho, e  uma prática, para agosto.

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