MEC estuda forma de ressarcir quem não fizer o Enem

As inscrições são gratuitas para os alunos da rede pública, mas custaram R$ 35 pra os de escolas privadas

Vannildo Mendes, de O Estado de S. Paulo,

08 Outubro 2009 | 19h31

O ministro da Educação, Fernando Haddad, determinou à sua equipe que estude uma forma de ressarcir os estudantes que desistirem de fazer o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). As inscrições são gratuitas para os alunos da rede pública, mas custaram R$ 35 pra os de escolas privadas. "É legítimo quem não vai fazer a prova pedir de volta o dinheiro", disse ele. O ressarcimento, porém, só deve ocorrer após a realização do exame, marcado para os dias 5 e 6 de dezembro.

 

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Informado do vazamento dos testes, Haddad determinou na semana passada o cancelamento do Enem, previsto originalmente para os dias 3 e 4 de outubro. O MEC afastou o consórcio Connasel, responsável pela aplicação do exame e pediu à Polícia Federal a abertura de inquérito, que indiciou cinco pessoas pela violação da prova.

 

O novo exame e uma prova de reserva já estão prontos em meio digital e trancados no cofre do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em Brasília. O esquema de segurança foi reforçado e terá a participação da Polícia Federal, com ações de inteligência. A Força Nacional de Segurança Pública dará suporte à aplicação do exame nos pontos identificados com maior risco, entre os mais de 1800 municípios onde será realizado.

 

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