MEC e OAB vão criar novas regras para o ensino jurídico no Brasil

Segundo a OAB, parceria servirá para que as pessoas não sejam induzidas ao erro participando de cursos de Direito que não as preparam para o exercício profissional

Agência Brasil,

19 Fevereiro 2013 | 21h48

O Ministério da Educação e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vão elaborar uma nova política regulatória do ensino jurídico no País. Em reunião nesta terça-feira, 19, o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, decidiram assinar no dia 11 de março um acordo de cooperação para criar novas regras para os cursos de graduação e pós em Direito no Brasil.

 

De acordo com a OAB, a parceria servirá para que as pessoas não sejam induzidas ao erro participando de cursos de Direito que não as preparam para o exercício profissional. A partir da assinatura do acordo, um grupo será formado para decidir quais serão as novas regras.

 

Anualmente, os cursos de Direito formam cerca de 90 mil bacharéis. A qualidade da formação dos alunos não é discussão recente. Em 2012, na última edição do Exame de Ordem Unificado, de acordo com a OAB, do total de 118.217 inscritos para a primeira fase, 114.763 estiveram presentes e, destes, 19.134 foram aprovados na prova - ou seja, 16,67%.

 

Em 2011, o MEC suspendeu cerca de 11 mil vagas de 136 cursos de Direito que tiveram resultados insatisfatórios em avaliações da pasta.

 

A mudança no caráter dos pareceres da OAB para a criação de cursos também será objeto de estudo do grupo. Atualmente, a Comissão Nacional de Educação Jurídica do Conselho Federal opina previamente nos processos de criação, reconhecimento ou credenciamento de faculdades no MEC.

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