Manifestantes preparam o 'trancaço'

A causa principal do protesto é a PM no campus

Elida Oliveira, Especial para O Estado de S. Paulo

09 Junho 2009 | 15h16

Alunos, funcionários e estudantes da USP iniciaram, por volta das 15h, uma caminhada em direção ao portão 1 da universidade e pretendem fechar a entrada principal, em protesto à presença da Polícia Militar no campus. Segundo o Sindicato dos Funcionários da USP (Sintusp), a passeata somava 1500 pessoas. Porém, para a Guarda Universitária, o total era de 700 pessoas.   Os manifestantes caminhavam gritando "Fora PM" e carregando cartazes com os dizeres "Fora Suely", "Fora PM" e "Diálogo sim, policia não".   Alunos e funcionários da Unicamp e da Unesp de Assis também estavam presentes. Três ônibus da Unicamp chegaram por volta das 12h30, com 50 pessoas cada. Segundo Luma Fedoli, da assembleia dos estudantes da Unicamp, a Faculdade de Educação e o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da universidade estão em greve há 20 dias, com adesão dos funcionários e estudantes desses departamentos.   A assessoria de imprensa da Unicamp informou que apenas 5% dos funcionários aderiram à greve e que apenas 4 das 21 unidades da universidade foram afetadas: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Instituto de Estudos da Linguagem, Faculdade de Educação e Instituto de Artes. As aulas seguem normalmente em todas as unidades.   Um grupo de 20 funcionários e 25 alunos da Unesp de Assis chegaram pela manhã e participaram do ato do Fórum das Seis (que representa alunos, funcionários e professores da USP, Unicamp e Unesp), realizado no início da tarde.   O deputado federal do PSOL/SP, Ivan Valente, também esteve na USP no começo da tarde. "Vim demonstrar apoio à greve. Sou favorável que os estudantes discutam essas políticas de educação porque eles fazem parte do projeto. Trata-se de uma discussão maior e eles não devem se concentrar apenas em coisas pequenas, como a questão salarial", disse.   Ontem, às 18h, a maioria dos alunos da Escola de Comunicação de Artes (ECA-USP) votou contra a greve. Foram 93 votos contrários e 71 a favor.  "Os alunos foram contrários e houve tentativa de impedir que alguns votassem, mas não foi bem sucedida", afirmou Danilo Bellini, aluno do curso de Música da ECA.    A assembleia do Sindicato dos Professores da USP (Adusp) estava prevista para as 16h no auditório do curso de Geografia, e as 18h seria a dos estudantes, na reitoria.

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