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Manifestantes invadem Secretaria da Educação em Goiás

A PM foi acionada e negociava com os invasores; no Estado, 26 escolas chegaram a ser ocupadas por estudantes, desde dezembro

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

26 Janeiro 2016 | 20h45

SOROCABA - Cerca de trinta manifestantes, parte deles usado capuzes invadiram o prédio da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes de Goiás, em Goiânia, no início da noite desta terça-feira, 26. A secretária Raquel Teixeira já havia deixado o prédio, mas pelo menos nove funcionários permaneciam trancados em seu gabinete. “Estamos acuados aqui, com medo de que arrombem a porta, pois já quebraram coisas lá embaixo”, contou a assessora de comunicação Teresa Costa, que estava no local.

Segundo ela, o grupo que estava com os rostos cobertos forçou a entrada no prédio. “Não dá para saber se são estudantes, pois estão encapuzados”, relatou. A Polícia Militar foi acionada e negociava com os invasores. No Estado, 26 escolas chegaram a ser ocupadas por estudantes, desde o início de dezembro, em protesto conta o plano do governo estadual de transferir a gestão da rede para organizações sociais. Até esta terça-feira, oito escolas tinham sido desocupadas, segundo a Secretaria.

Na página do movimento na rede social Facebook, a ocupação da Secretaria “por pessoas que apoiam nossa causa” foi comemorada pelo movimento Secundaristas em Luta - Goiás. Os estudantes alegam que têm sido alvo de pressão e violência por parte do Estado.

Durante a madrugada, um grupo de encapuzados tentou desocupar à força o Colégio Estadual Robinho Martins Azevedo, em Goiânia. O prédio está ocupado desde o dia 9 de dezembro. Os seis encapuzados aproveitaram que alguns alunos abriram o portão e entraram na escola com pedaços de pau, segundo registro da Polícia Militar. Eles teriam ordenado que os ocupantes juntassem suas coisas e saíssem da escola. Houve discussão e a PM foi acionada. Os encapuzados deixaram o local.

No Colégio Estadual Villa Lobos, em Aparecida de Goiânia, pais de alunos se concentraram em frente à escola, nesta terça-feira, pedindo a desocupação da unidade para que o ano letivo de 2016 seja iniciado. Os alunos resistem no interior do prédio. A PM mantém viaturas no local.

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