Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Lição de casa: decidir a escola

Escolher o colégio do filho é tarefa difícil para os pais, o que costuma exigir pesquisa e informação. Além de localização e preço da mensalidade, é importante ver qual linha educacional combina com o aluno

OCIMARA BALMANT, ESPECIAL PARA O ESTADO

24 Setembro 2016 | 17h00

Definir em qual escola matricular o filho não é tarefa simples. Além das questões clássicas, como a localização e o preço da mensalidade, é preciso escolher um colégio cuja linha pedagógica esteja em harmonia com os valores da família e que, ao mesmo tempo, atenda aos projetos futuros daquele estudante.

Para ajudar nessa importante decisão, dividimos as instituições em cinco blocos, de acordo com o perfil preponderante da instituição: foco em Humanas, conexão com o exterior, de olho no profissional, conteúdo abrangente e ênfase em tecnologia.

Nenhuma delas, no entanto, está isolada. Todas trafegam entre um e outro contorno. Assim, em colégios de qualquer desses estilos, o aluno tem acesso ao conteúdo previsto pelo Ministério da Educação (MEC) e cobrado em provas como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Por isso, escolher uma e não outra escola diz muito menos sobre a qualidade do ensino e muito mais sobre sutilezas curriculares que fazem um estudante mais ou menos identificado e feliz no ambiente em que passa boa parte do dia.

DIVERSOS ESTILOS DE COLÉGIO

Foco em Humanas: Formar um cidadão com pensamento crítico é prioridade nesse tipo de escola. Disciplinas como Psicologia podem ser encontradas na grade curricular. Apesar desse colégio não focar no ingresso à universidade, também prepara o aluno para lidar com o conteúdo pedido. É apenas uma forma diferente de chegar ao objetivo.

O vestibular da fundação universitária para o vestibular (Fuvest) e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não cobram Educação Artística nem Psicologia. Mas as disciplinas compõem a grade curricular do ensino médio do Colégio Oswald de Andrade. Estão lá há muito tempo. “O Oswald tem uma história que o faz ser procurado exatamente por esse perfil”, afirma Harlei Florentino, diretor pedagógico da instituição.

Não que os estudantes dali não queiram e não sejam preparados para esses exames. Eles são, mas antes de tudo são “convocados a perceber a pluralidade de perspectivas investigativas e explicativas”, como prevê a proposta pedagógica da escola. E isso inclui considerar o que não está na cartilha. “Quando você incrementa o currículo, ele ainda é mais potencializado com as relações que você permite que sejam construídas. Os conhecimentos de Geografia, por exemplo, podem ser muito enriquecidos com o saberes da Sociologia”, compara Harlei. 

Mas e se não der tempo de cumprir todo o conteúdo cobrado na Fuvest? “É uma escolha”, afirma Luciana Fevorini, diretora do Colégio Equipe, com linha pedagógica similar à do Oswald de Andrade. “Pensamento crítico e todo o conteúdo da Fuvest para passar no vestibular? É incompatível. Ele passa, mas não é o foco.” 

Distorção. A diretora também acredita que a expressão “formar alunos com pensamento crítico” esteja com o uso banalizado e não condizente com a prática de boa parte das escolas. “Fazer uma comemoração de Dia das Mães em parceria com SPA e lojas de beleza, por exemplo, diz muito sobre os valores de uma escola. Não dá para dizer que essa instituição instiga o pensamento crítico.”

Ao escolher o Equipe para que a filha Luiza Prates Pichirilli, de 15 anos, curse o ensino médio, a psicanalista Ana Laura diz ter buscado um colégio que trabalhe para que os alunos se transformem em “atores sociais que possam efetivamente contribuir com ações que transformem o mundo”. E isso não é subjetivo demais, exemplifica: às vésperas das eleições municipais, a escola promove o seminário Em Que Cidade Vivemos? Que Cidade Queremos?

Com palestrantes convidados e realização de plenárias, a ideia é ampliar nos alunos a capacidade de identificação dos problemas e de análise de propostas para a vida urbana em São Paulo. O tema pode não cair no Enem, mas o aluno terá seu senso crítico aguçado e, isso sim, lhe dará mais bagagem para resolver até questões desse exame. 

SERVIÇO

Colégio Oswald de Andrade

Mensalidade: infantil: R$ 2.204; fundamental I: R$ 2.413; fundamental II: R$ 2.721; médio: R$ 2.955

Nota no último Enem: 602 (objetiva); 679 (redação)

Matrículas: abertas (de acordo com a disponibilidade de vagas por série ou sala) 

Site: www.colegiooswald.com.br

Colégio Equipe

Mensalidade: infantil: R$ 1.765; fundamental I: R$ 2.035; fundamental II: R$ 2.202; médio: R$ 2.327 

Nota no último Enem: 601,55 (objetiva) e 650,23 (redação) 

Matrículas: não há prazo fixo. O aluno recebe uma devolutiva sobre a participação no processo de entrada e a escola dá prazo de uma semana para a família efetuar a matrícula 

Site: www.colegioequipe.g12.br

Conexão com o exterior: Nesse colégio, o estudante pode entrar em contato com métodos de ensino usados em outros países. Há escolas dessa linha que incluem em sua grade disciplinas oficiais do currículo americano, por exemplo. Viagens internacionais para que os alunos conheçam universidades estrangeiras também são organizadas.

Nem Universidade de São Paulo (USP) nem Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O sonho mesmo de Carolina Eva Padilha, de 17 anos, é ver seu nome entre os aprovados em Neurociência da Universidade Princeton, dos Estados Unidos - uma das dez melhores do mundo e que chegou a ter o físico Albert Einstein como professor. Assim como a aluna do Colégio Dante Alighieri, cresce a cada ano o número de jovens brasileiros que pretendem cursar a universidade fora do País, principalmente nas instituições americanas.

“De poucos anos pra cá, percebemos que os alunos já entram no ensino médio com este interesse, então tratamos de oferecer estrutura para atendê-los”, diz Silvana Leporace, diretora-geral do Dante Alighieri. Desde 2009, a instituição mantém o High School, com disciplinas oficiais do currículo americano. Além disso, promove viagens internacionais para que os estudantes conheçam centros universitários de fora e acaba de contratar uma consultoria internacional para fazer a orientação dos alunos. “O processo de admissão dessas universidades é muito diferente do brasileiro, então o aluno precisa estar bem orientado o quanto antes.” 

Além do estudo. Para pleitear uma vaga na maioria das universidades dos Estados Unidos, o candidato tem de fazer o Scholastic Aptitude Test (SAT), um exame em que a nota é adotada como critério de seleção com outros componentes, como histórico acadêmico, cartas de recomendação e perfil do candidato. Daí a importância de atividades extracurriculares - da prática de esportes a trabalho voluntário. 

Aluna do segundo ano do ensino médio do Dante, Carolina fará sua primeira aplicação no SAT em 2016. Já tem no portfólio um projeto sobre Parkinson que apresentou em uma universidade de Nova York. “Nas férias também vou atuar como voluntária em um hospital. Até para sentir o dia a dia da profissão que quero seguir.”

É uma lógica diferente de seleção, explica José Olavo de Amorim, coordenador de assuntos internacionais do Colégio Bandeirantes. “As universidades querem encontrar um ser humano muito bom e que seja bom aluno. Até o vocabulário é diferente. Aqui ele passa.

Lá, a universidade aceita esse estudante.” Só no ano passado, o Bandeirantes teve 33 alunos aceitos em instituições dos Estados Unidos, do Canadá e de alguns países da Europa. Cabe ao departamento de Amorim orientar essa escolha desde o último ano do fundamental. “Não basta querer. Tem de ter perfil e saber como fazer, o que envolve planejamento pessoal, acadêmico e financeiro. Isso leva tempo.” 

SERVIÇO

Colégio Dante Alighieri

Mensalidade: fundamental: R$ 2.393; médio: R$ 2.923

Nota no último Enem: 638,89 (objetiva) e 693,14 (redação) 

Matrículas: até 30/11 

Site: www.colegiodante.com.br

Colégio Bandeirantes

Mensalidade: fundamental II: R$ 3.105; médio: R$ 3.380

Nota no último Enem: 689,40 (objetiva) e 706,74 (redação) 

Matrículas: até 1º/10, para o 1º ano do ensino médio. No restante das séries, as vagas permanecem abertas até o preenchimento 

Site: www.colband.com.br

De olho no profissional: Quem já sabe que carreira quer seguir e precisa de um caminho rápido para a formação profissional pode se adaptar melhor a uma escola profissionalizante. Mas, caso o estudante ainda queira conhecer outras áreas, é preciso ter cautela para não limitar precocemente as possibilidades dele a uma profissão.

Houve uma época em que muita gente sem pretensão ou condição de cursar uma universidade optava pelo ensino técnico como garantia de conseguir um emprego ao fim da educação básica. Isso mudou. Atualmente, a maioria dos alunos desses cursos - em geral públicos e com processos seletivos concorridos - está de olho no ensino superior e a escolha por essa formação é exatamente com o objetivo de sair melhor preparado para os vestibulares. 

“Em geral, nosso egresso opta pelo prosseguimento dos estudos”, afirma Patricia Loureiro Marques Macedo, diretora-geral do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. “Em muitos casos, a formação técnica desenvolvida no colégio possibilita uma base bastante sólida que contribui para seu desempenho e formação no curso superior.” 

Foi o que aconteceu com Lucas Passetti, de 22 anos. Após cursar Multimídia no Liceu, ele seguiu para o curso de Publicidade e Propaganda. Passou direto, sem cursinho. Alguns anos depois, o irmão Leonardo segue no mesmo caminho. Aluno do terceiro ano de Multimídia, ele vai prestar Cinema no fim do ano. 

“Nunca cogitamos que eles não fizessem faculdade”, afirma Silvana Passetti, mãe dos jovens. “A escolha pelo técnico se deu por duas razões: o contato com o mundo do trabalho, que acho muito importante, e um amadurecimento para que a escolha da profissão fosse feita com mais elementos e tivesse menos chance de ser frustrada.” 

Além de Multimídia, o Liceu tem os cursos de Eletrônica e Edificações, todos eles integrados ao ensino médio. Os três são gratuitos, e a admissão é feita mediante processo seletivo. 

Em todo o Estado. Os interessados em cursar o médio integrado ao técnico também podem procurar as Escolas Técnicas Estaduais (Etecs), ligadas ao Centro Paula Souza. Nas unidades, espalhadas por 162 municípios paulistas, são oferecidos 27 cursos dessa modalidade, que vão de Agropecuária a Serviços Jurídicos, passando por Nutrição, Design de Interiores e Mecatrônica, entre outros. 

A entrada nas Etecs é realizada por meio de processo seletivo, sendo que cerca de 70% dos ingressantes são provenientes de escolas públicas. A Etec de São Paulo, conhecida como Etesp, conquistou o primeiro lugar entre as escolas públicas da capital e também entre as públicas do Estado no Enem de 2014. 

SERVIÇO

Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo

Mensalidade: ensino médio integrado ao técnico: gratuito; ensino médio: R$ 1.852

Nota no último Enem: 666,7 (prova objetiva) e 774,81 (redação)

Matrículas: inscrições até 2/11 para o processo seletivo do ensino médio integrado ao técnico e até 13/1/2017, para o médio regular 

Site: www.liceuescola.com.br

Escola Técnica Estadual - Etec de São Paulo

Mensalidade: gratuita

Nota no último Enem: 657,59 (objetiva) e 696,70 (redação)

Matrículas: o processo seletivo para 2017 ainda não abriu - acompanhe pela página oficial

Site: vestibulinhoetec.com.br

Conteúdo abrangente: Essa escola prioriza o cumprimento de todo o conteúdo escolar. Costumam seguir essa linha tanto instituições tradicionais quanto colégios focados na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e para o ingresso na universidade. No currículo, a interdisciplinaridade pode estar presente, com as áreas integradas.

Quando começou a procurar escola para matricular os filhos, o dentista Renato Mesquita e a publicitária Patrícia Mesquita tinham uma certeza: queriam proporcionar aos filhos a mesma formação que tiveram na infância. “Nosso objetivo, mesmo décadas depois de sair da educação básica, era encontrar colégios que tivessem a mesma solidez e tradição que havia naqueles que frequentamos.” 

Ao dizer solidez, Renato se refere a uma proposta pedagógica que dê conta de preparar o estudante tanto para o vestibular como para favorecer o amadurecimento pessoal. É o que ele conta ter encontrado no Colégio Santa Maria, onde matriculou Pietra, de 13 anos, e Felipe, de 9. Eles cursam o 8.º e o 3.º ano do fundamental, respectivamente. 

“Nem dou tanta importância para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), mas quero ter certeza de que eles estão sendo apresentados a tudo, cobrados por isso e que tenham um horizonte livre para decidir bem que carreira seguir”, resume Mesquita. 

Com quase 70 anos de existência, o Colégio Santa Maria é um dos mais antigos da cidade e, de fato, preza pelo cumprimento do conteúdo. “Nossa proposta foi sempre a de oferecer uma educação ampla e com de excelência em todos os campos”, afirma a diretora-geral, Diane Clay Cundiff. “O aluno tem de dominar Química e Literatura. Quanto mais domínio, mais hábil para encontrar informações.” 

O diferencial, explica a diretora, é proporcionar esse ensino de forma integrada. “Todas as linguagens trabalham juntas. Todo acontecimento puxa de uma área para a outra, em um currículo que tem coerência do infantil ao fim do médio.” 

Interdisciplinar. É uma proposta semelhante à do Colégio Porto Seguro. Centenária, a escola de origem alemã afirma unir tradição à renovação, em um projeto pedagógico que prepara o aluno a “ter acesso a universidades brasileiras e internacionais de referência, credenciar-se com certificações de proficiência em três idiomas, ser referência em sua área profissional.” 

“Pensamos que o aluno tem competência de desenvolver múltiplos talentos, por isso caminhamos para abordagens cada vez mais interdisciplinares, com cursos complementares nas áreas de esporte, cultura e tecnologia”, diz a diretora pedagógica, Silmara Rascalha Casadei. “Mas não podemos prescindir de ter uma tarefinha de casa, de ter leitura.” 

SERVIÇO

Colégio Santa Maria

Mensalidade: fundamental I: R$ 1.415; fundamental II: R$ 1.783; médio: R$ 2.018 

Nota no último Enem: 646 (objetiva) e 682 (redação)

Matrículas: até o fim de outubro 

Site: www.colsantamaria.com.br

Colégio Porto Seguro

Mensalidade: não divulgada

Nota no último Enem: unidade Morumbi: 652,25 (objetiva) e 705,49 (redação); unidade Panamby: 641,90 (objetiva) e 698,76 (redação); unidade Valinhos: 672,69 (objetiva) e 780,16 (redação)

Matrículas: a partir de 3/11 

Site: www.portoseguro.org.br 

Ênfase em tecnologia: Adotar tecnologia, nesse tipo de escola, não costuma se limitar ao uso de eletrônicos e ambientes digitais. A ideia é fazer uma abordagem integrada da tecnologia, misturando disciplinas, para desenvolver no aluno a habilidade de aplicar o raciocínio em situações reais. Aulas de Robótica podem estar na grade curricular.

No início de agosto, dois professores da Escola Lourenço Castanho foram para o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) - a melhor universidade do mundo, segundo rankings do setor. A visita à instituição dos Estados Unidos teve um único objetivo: apresentar o Simple System Two, computador projetado pelos alunos do 7.º e do 8.º ano do ensino fundamental. 

“Muitos pais, quando nos procuram, querem saber se a escola tem um tablet por aluno, porque esse ainda é o senso comum de um colégio que abre espaço para o conhecimento tecnológico”, explica Fabia Antunes, diretora de Currículo da Lourenço Castanho. “Nessa hora, explico que isso seria apenas fazer uma substituição de plataforma, um uso acéfalo dessas tecnologias.” 

Para evitar esse risco, mesmo antes de o currículo ganhar forma, os educadores viajaram a centros de capacitação na região do Vale do Silício. Na volta, criaram uma incubadora e decidiram que o projeto daria prioridade ao laboratório de criação, hoje componente curricular dos últimos anos do fundamental. 

Foi isso que chamou a atenção do empresário Paulo Ricardo Gallas, pai das gêmeas Helena e Manuela, alunas do 7.º ano. As meninas estudavam em uma escola bilíngue que oferecia apenas os anos iniciais do fundamental. Ao procurar o colégio em que dariam sequência aos estudos, Gallas priorizou o investimento em tecnologia. “Levei em conta as aulas de Robótica e a estrutura física, como os laboratórios de Ciências e de Criação.” 

Foi nesse último que Helena participou do processo completo de criação do Simple System Two, o computador apresentado no MIT. Coube aos alunos inventar o design e a logomarca, aprender a programar e a criar jogos e desenhar o protótipo (moldado por um cortador a laser). 

Habilidades. É o uso integrado da tecnologia, que mescla os saberes de várias disciplinas na construção de um novo conhecimento. Essa também é a proposta da Escola Stance Dual. Lá, a disciplina workshop faz parte do currículo e tem por objetivo desenvolver habilidades de Ciências, Tecnologia, Matemática e Engenharia na resolução de problemas reais. 

“Temos um grupo de alunos usando robótica e programação para construir um projeto que possibilite ao dono de um sítio aproveitar a água da chuva e aquecer melhor o galinheiro local”, explica Marcos Cruz, coordenador dos anos finais do ensino fundamental. “A tecnologia só faz sentido se estiver contextualizada.”

SERVIÇO

Escola Lourenço Castanho

Mensalidade: infantil: R$ 2.816; fundamental I: R$ 2.989; fundamental II: R$ 3.298,00 e médio: R$ 3.574,00

Nota no último Enem: 632,36 (objetiva) e 650,82 (redação)

Matrículas: a partir de outubro 

Site: www.lourencocastanho.com.br

Escola Stance Dual

Mensalidade: infantil: R$ 3,5 mil; fundamental: R$ 5.295 - o valor dá direito a tempo integral, com aulas de natação, música, artes, culinária, jardinagem, xadrez, teatro e esportes 

Nota no último Enem: não há, pois a escola oferece apenas até o fundamental

Matrículas: abertas até o preenchimento das vagas 

Site: www.stance.com.br

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