REUTERS/Alejandro Acosta
REUTERS/Alejandro Acosta

Jovens mexicanos ocupam rádios em protesto contra morte de 2 estudantes

Procuradoria Geral do país anunciou investigação de assassinatos

Ansa

19 Dezembro 2011 | 11h05

Militantes estudantis ocuparam duas emissoras de rádio do Estado de Guerrero, no sul do México, e transmitiram mensagens questionando o governador Ángel Aguirre, a quem culpam pelo assassinato de dois estudantes durante um protesto na semana passada.

Membros da Federação de Estudantes Campesinos Socialistas do México entraram nas emissoras ABC Radio e Capital Máxima, localizadas no centro da cidade de Chilpancingo, capital de Guerrero. No local, eles penduraram faixas que diziam "Bem-vindos ao Estado que mata estudantes".

Cerca de 50 militantes manifestaram, através dos microfones das rádios, solidariedade com seus companheiros de uma escola rural de Ayotzinapa, onde, na segunda-feira passada, aconteceu uma manifestação que exigia melhores condições de ensino e mais vagas na instituição.

Os estudantes ocuparam as emissoras por cerca de 15 minutos e, depois de serem entrevistados pelos locutores, retiraram-se do local.

Ao lançar palavras contra o governo, eles negaram que seus companheiros tenham incendiado um posto de gasolina, quando um empregado ficou gravemente ferido. Os manifestantes ainda pediram o impeachment do governador.

O protesto do dia 12 de dezembro reuniu cerca de 300 estudantes e bloqueou a estrada que liga a Cidade do México ao balneário turístico de Acapulco. Eles pediam melhores condições de ensino e uma audiência com o governador para discutir melhoria na alimentação, conserto de banheiros, dormitórios e instalações da escola, bem como o aumento de 140 para 170 vagas para matrícula e bolsas de estudos.

Durante a desocupação da via, foi iniciado um tiroteio no qual morreram os estudantes Gabriel Echeverría e José Aléxis Herrera Pino.

Na quinta-feira, em meio a uma troca de acusações entre o governo do Estado e a Polícia Federal, a Procuradoria Geral do México anunciou que vai investigar as mortes.

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