Inadimplência do ensino superior em SP tem queda de 2,7%

A região metropolitana registra a maior taxa, de 33,9%; no interior, o índice é de 15,6%

Mariana Mandelli, O Estado de S. Paulo

20 Abril 2010 | 09h41

A inadimplência no setor privado de ensino superior no Estado teve uma queda de 2,74% no ano passado. Uma pesquisa do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp) com 538 instituições mostra que o índice recuou de 24,5%, em 2008, para 23,9%, em 2009.

 

Apesar do recuo, o sindicato afirma que o número está longe de ser satisfatório. “É muito difícil comemorar esse dado. Ainda é muito elevado. Estamos entre os setores com os maiores índices de inadimplência”, afirma o diretor executivo do Semesp e coordenador da pesquisa, Rodrigo Capelato. A taxa de 2009 é a terceira mais alta desde 1999, quando o levantamento começou a ser feito anualmente.

 

Para Capelato, dois fatores ajudaram a baixar a taxa de inadimplência no ano passado: a evidente melhora da economia, após a crise mundial, e o aperfeiçoamento das técnicas de cobrança das faculdades – que estão exigindo até fiador para matrícula, conforme mostrou reportagem publicada ontem no Estado.

 

Otimismo. Apesar dos índices altos – a região metropolitana de São Paulo registra a maior taxa, de 33,9%, enquanto o interior revela 15,6% de inadimplentes –, a expectativa do setor é de que os índices baixem nos próximos anos. “Acho que já atingimos o pico da taxa. A economia tende a melhorar, com mais empregos e melhora do poder aquisitivo das pessoas”, afirma Capelato.

 

Para o Semesp, a lei 9.870, a chamada “lei do calote”, que não permite punições imediatas aos inadimplentes, e a falta de financiamento do governo e dos bancos são os maiores entraves para melhorar os índices. “O novo Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) parece bom, mas temos de ver como ele será na prática.”

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