Greve paralisa alunos e professores de Jornalismo da PUC-SP

Desde segunda-feira, 18, todo o curso de Jornalismo da PUC-SP está paralisado. Alunos e professores se organizaram em uma greve por melhorias de infraestrutura. Entre as reivindicações dos alunos – que pagam cerca de RS 1,2 mil de mensalidade – estão caixas de som que funcionem, menor burocracia para retirar retroprojetores e a estruturação de uma agência de notícias online, que deveria ter sido implementada até 2008.

Larissa Linder, Estadão.edu

21 Outubro 2010 | 16h04

 

A integrante do Centro Acadêmico Benevides Paixão, Gabriela Moncau, de 21 anos,  conta que os professores enviaram uma carta à reitoria na semana retrasada, fazendo as reivindicações. Eles esperavam ser atendidos no último Conselho Administrativo (Consad), na sexta-feira. “Como o conselho não atendeu aos pedidos, os professores resolveram entrar em greve”, conta Gabriela..

 

Na segunda-feira, os estudantes se organizaram em assembleia para votar sobre a paralisação.  Os votos a favor foram quase a totalidade, segundo a integrante do CA. “A reitoria acabou nos procurando para uma reunião, que deve ser hoje à tarde, com representantes dos professores e dos alunos”, diz Gabriela. “Vamos ver o que vão nos apresentar e vamos levar para todos os estudantes avaliarem”.   

 

De acordo com o coordenador do curso, o professor Urbano Nobre Nojosa, o reitor concorda com a implementação da agência, mas no conselho admnistrativo ele seria voto vencido. O conselho é formado por dois padres da Fundação São Paulo, além do reitor.

 

“Eu, no começo fui contra, porque perderíamos aulas, mas é uma luta longa já, e acabei cedendo à greve”, conta o aluno do segundo ano, Rafael Carneiro da Cunha, de 20 anos. Segundo Cunha, os alunos fizeram abaixo-assinados e tentaram solicitar o que precisaram de várias outras formas. "São até coisas básicas. Os alunos e professores às vezes precisam levar caixa de som de casa para que tenhamos aula".

 

A reitoria e a fundação foram procuradas pelo Estadão.edu, mas até o momento não se pronunciaram a respeito.

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