WERTHER SANTANA/ESTADÃO
WERTHER SANTANA/ESTADÃO

Governo apura sumiço de R$ 15 mil em bens de escola ocupada

Fernão Dias, 1º colégio a ser tomado na capital, perdeu equipamentos como notebook, televisor e projetor, segundo a secretaria

O Estado de S.Paulo

12 Janeiro 2016 | 15h57

SÃO PAULO - A Secretaria Estadual de Educação de São Paulo afirmou que apura o sumiço de equipamentos eletrônicos na escola estadual Fernão Dias Paes, na zona oeste da capital. A estimativa de prejuízo no colégio é de R$ 15 mil. A unidade esteve ocupada por 55 dias por estudantes contra a chamada reorganização do ensino no Estado, que previa o fechamento de 93 escolas na capital e no interior e a transferência de mais de 300 mil alunos para outras unidades. 

Entre os itens que desapareceram estão um notebook, um televisor, um projetor de imagens, três microscópios e uma luneta, segundo a pasta. Além disso, foram encontrados equipamentos em mal estado: uma televisão, usada no teatro, e uma impressora. As informações foram registradas em boletim de ocorrência. A pasta descreve ainda problemas em fechaduras, janelas e mesa de pingue-pongue. 

Quando o colégio foi desocupado, no início deste ano, cerca de 50 alunos que estavam no local leram em conjunto uma declaração de saída voluntária e fizeram uma pequena lista de  reparos pelos quais se responsabilizaram a arcar: os vidros de duas janelas, fechadura de um arquivo, um espelho, uma mesa de mármore e uma mesa de pingue-pongue. Não relataram, no entanto, o sumiço de equipamentos. 

O último balanço da secretaria aponta um prejuízo de R$ 2 milhões em 115 prédios, com registros de furto, perdas de merenda e depredações. Em dezembro, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que os estudantes poderiam ser responsabilizados por atos de vandalismo nos colégios ocupados. 

Reorganização. No auge dos protestos, 196 escolas ficaram ocupadas por estudantes e alguns movimentos sociais contra a reorganização do ensino. O processo foi suspenso por Alckmin depois de divulgada pesquisa do Datafolha que mostrava queda de popularidade do governador. Além disso, Ministério Público Estadual e Defensoria Pública entraram com ação para barrar a medida. A reorganização buscava a separação dos alunos por ciclos para que, segundo o governo, houvesse melhoria no desempenho. 

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