Governo abre editais para 12,5 mil vagas do Ciência sem Fronteiras

Entre as áreas prioritárias do programa estão engenharia, tecnologia aeroespacial, bio e nanotecnologia

Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

13 Dezembro 2011 | 19h55

BRASÍLIA - O governo federal lançou hoje editais para 12,5 mil vagas do programa Ciência sem Fronteiras, uma das principais apostas da presidente Dilma Rousseff na área de ensino. Serão selecionados estudantes de cursos de graduação para os Estados Unidos (4,5 mil), Reino Unido (2,5 mil), Alemanha (2,5 mil), Itália (1,5 mil) e França (1,5 mil). As inscrições serão feitas de 13 de dezembro a 15 de janeiro.

O objetivo do Palácio do Planalto é selecionar 101 mil estudantes até 2014. Desse total, 75 mil bolsas serão financiadas pelo próprio governo, e as 26 mil restantes serão ofertadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Confederação Nacional da Indústria, Petrobrás e Eletrobrás, entre outras.

O governo já havia lançado um edital antes, selecionando 1,5 mil candidatos, dos quais 841 devem embarcar em janeiro para os Estados Unidos - entre os destinos estão a Universidade de Nova York, Stanford e Harvard.

"Queremos garantir que esse programa atinja todas as classes sociais. Pretendemos mandar a elite, mas a intelectual, seja pobre ou rica, os que mais merecerem receber esse beneficio do governo brasileiro", discursou o ministro da Educação, Fernando Haddad.

De acordo com o ministro da Ciência e da Tecnologia, Aloizio Mercadante, serão investidos R$ 3,2 bilhões no Ciência Sem Fronteiras até 2014. Para Mercadante, o Brasil dará um grande salto "na formação de recursos humanos estratégicos". Entre as áreas prioritárias do programa estão engenharia, tecnologia aeroespacial, bio e nanotecnologia, petróleo e produção agrícola sustentável. Os estudantes deverão ter nacionalidade brasileira, estar regularmente matriculado em curso de graduação, e ter cumprido ao menos 40% e, no máximo, 80% do currículo na instituição de ensino superior.

Os selecionados terão direito à passagem aérea (ida e volta), seguro saúde, mensalidade de US$ 870 e alojamento e refeições oferecidos pela universidade estrangeira.

Mais conteúdo sobre:
Educação Ciência sem Fronteiras Dilma

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.