Funcionários da USP questionam prisão de servidor em protesto

Cerca de 150 pessoas foram até o Centro de Detenção Provisória em Pinheiros prestar solidariedade a Fábio Harano, acusado de atos de vandalismo e associação criminosa

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

24 Junho 2014 | 18h13

SÃO PAULO - Cerca de 150 funcionários da Universidade de São Paulo (USP) foram na tarde desta terça-feira, 24, até o Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na zona oeste, em apoio a Fábio Harano, servidor da instituição preso na segunda-feira sob suspeita de cometer atos de vandalismo e associação criminosa durante um protesto. A presença de viaturas da Polícia Militar no local, entretanto, fez os manifestantes desistirem do ato. 

"A maioria nem desceu dos três ônibus que levamos até lá", contou Aníbal Cavali, um dos diretores do Sindicato de Trabalhadores da USP (Sintusp). "Soubemos que a Tropa de Choque estava de sobreaviso e achamos arriscado fazer o protesto", completou. Não houve confrontos entre policiais e manifestantes, informou a PM. 

Segundo Cavali, o detido não participa de atos de vandalismo. "Ele sempre está nas manifestações com a gente, mas de forma pacífica", disse. "Essa prisão é injusta", reclamou.

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