Funcionários da Unesp decidem manter protesto nesta quinta

Liminar veta bloqueio de portarias ou piquetes em prédios. Grevistas afirmam que não vão impedir a entrada de professores e servidores

Chico Siqueira, Especial para o Estado

30 Julho 2014 | 18h55

ARAÇATUBA - Professores e servidores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em greve há dois meses, decidiram manter nesta quinta-feira, 31, o protesto chamado Trancaço nos câmpus do interior. Eles afirmam que não impedirão a entrada dos funcionários, apenas conversarão para tentar convencê-los a não entrar. Liminar concedida pela juíza Liliane Keyko Hioki, da 3.ª Vara da Fazenda Pública da capital, proíbe bloqueios de portarias ou piquetes em prédios da instituição. A juíza estipulou multa diária de R$ 10 mil em caso de desobediência.

Assembleias realizadas nesta quarta-feira, 30, no interior e na capital, decidiram pela manutenção do protesto. Os grevistas afirmam que a liminar é parcial e não impede as manifestações. "Entendemos que se trata de uma decisão que não atinge nosso ato. Ela proíbe ações de violência e depredação do patrimônio público, o que não é o nosso caso", disse o professor Ângelo Antônio Abrantes, do comando de greve do câmpus de Bauru.

Os grevistas dizem que, além de tentar impedir a destruição do patrimônio público, a liminar quer garantir o direito de ir de vir das pessoas. 

A liminar foi concedida em ação contra o Sindicato dos Trabalhadores da Unesp (Sintunesp), que previa a realização de piquetes e o bloqueio da entrada da universidade nesta quinta-feira em protesto contra o congelamento de salários das categorias nas três universidade estaduais (Unesp, USP e Unicamp).

De acordo com a Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp), entre 60% e 70% dos 3,5 mil professores estão parados e 60% dos técnicos administrativos da universidade aderiram ao movimento.

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