Federal de Alagoas cancela concurso após ter local de prova invadido por fugitivos

Exame para admissão em instituto foram anuladas após onze reeducandos passarem pelo câmpus de Ararapiraca em rota de fuga

Ricardo Rodrigues,

06 Setembro 2011 | 15h45

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal), por meio da Comissão Permanente do Vestibular (Copeve), divulgou nesta segunda-feira, 5, que as provas para os cargos de nível médio do concurso do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), realizadas no período vespertino no último domingo, 4, estão anuladas. A decisão atinge mais de 45 mil inscritos e foi tomada em reunião ocorrida entre representantes da Universidade, da Copeve e do Ifal.

De acordo com nota conjunta distribuida à imprensa, os órgãos envolvidos na realização do concurso entenderam que os candidatos que realizavam as provas no câmpus das Ufal em Arapiraca (a 150 quilômetros de Maceió) foram prejudicados. Eles entram em pânico quando onze reeducandos em fuga do Presídio Desembargador Luiz de Oliveira Souza invadiram a universidade e houve perseguição policial dentro do câmpus universitário.

Na nota, a Ufal, a Copeve e o Ifal explicaram que a anulação geral ocorria devido "a impossibilidade de resguardar a isonomia entre os candidatos, com a aplicação de provas somente para esses participantes". Uma nova convocação, com a divulgação de datas para disponibilização do cartão de inscrição, reaplicação das provas e divulgação dos resultados será publicada.

Na nota conjuta, os órgãos responsaveis pelo certame afirmam que "as 45.536 inscrições realizadas para os cargos de nível médio - assistente de alunos; assistente em Administração; técnico em Agropecuária; técnico em Contabilidade; técnico em Edificações e técnico em Eletrotécnica - também ficam mantidas, não havendo reabertura de inscrições.

Os organizadores do concurso, que atraiu cerca de 100 mil pessoas, disseram também que "não há alterações em relação as provas realizadas no período matutino, para os cargos de nível superior e fundamental". A anulação das provas está diretamente ligada à invasão do câmpus de Arapiraca, por presos em fuga, quando cerca de 1.300 pessoas faziam prova no local.

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