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Fechamento de salas é 'natural', diz Alckmin

- Atualizado: 18 Fevereiro 2016 | 17h 01

Governador de São Paulo atribui ação da secretaria à redução do número de alunos na rede ano após ano

SÃO PAULO - O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta quinta-feira, 18, que é "natural" que salas sejam fechadas na rede estadual por causa da redução do número de alunos. O maior sindicato dos professores do Estado, a Apeoesp, tem afirmado que o governo estadual fechou mais de 1 mil salas neste ano, número não confirmado pela Secretaria Estadual de Educação.

"É natural que tenha menos salas de aula. Todo ano temos perto de 120 mil alunos a menos. O Brasil não é mais um país jovem, a rede diminui. Não tem como manter o mesmo número de salas de aula, é dinheiro público desperdiçado", comentou o governador.

O "fechamento" das salas ocorre quando não há quantidade de alunos suficiente entre um ano e outro, reduzindo o número de turmas. Em 14 anos, a rede estadual de educação perdeu 1,8 milhões de estudantes, segundo estudo da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

Alckmin ressaltou ainda que o processo de reorganização da rede - medida anunciada no ano passado que visava fechar 93 escolas e dividir os colégios por ciclos - seria uma forma de lidar com as salas fechadas. O processo foi suspenso após uma série de protestos de estudantes. "Por isso nós queríamos a reorganização. Essas salas que não são usadas passariam para o ensino infantil", disse. A intenção do governo estadual era transferir os prédios para as  redes municipais - ação que, conforme revelou o Estado à época, não era consensual entre as secretarias municipais de educação. 

Sigilo. Alckmin também defendeu a publicação da Tabela de Classificação de Sigilos, lista publicada no Diário Oficial do Estado neste mês que impõe segredo a 22 assuntos, incluindo até informações de boletins de ocorrência. "Não podemos expor as pessoas. O boletim é público, mas não pode ter nome da vítima nem testemunha. O governo estaria cometendo um crime se fizesse isso. Só há sigilo para o que a lei determina, o resto é transparência total". 

 

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