Ex-presidente de Harvard vai criar universidade virtual

Larry Summers promete erguer uma instituição de elite com US$ 25 milhões

Patrícia Gomes, do portal Porvir,

02 Maio 2012 | 18h46

O que é possível fazer com US$ 25 milhões num período de dois anos? Larry Summers, que foi secretário americano do Tesouro e presidente de Harvard, aceitou o desafio de, com esse dinheiro e nesse espaço de tempo, ajudar a construir a melhor universidade online do mundo.

 

Chamado de Minerva, o projeto se autodenomina “a primeira universidade americana de elite lançada nos últimos cem anos”. A brincadeira faz referência ao fato de a mais nova instituição da Ivy League, organização que reúne as universidades top dos EUA, ter sido criada em 1865.

 

Entre os envolvidos com a fundação da instituição estão figuras de renome como Ben Nelson, empresário de 36 anos com experiência no mercado digital, além do fundo Benchmarck Capital, especializado em startups e responsável pelo aporte milionário de verba inicial.

 

A proposta desse time é criar uma instituição que entenda a internet como um meio legítimo de acesso a conhecimento de alta qualidade. “O papel pedagógico de Minerva é preparar os alunos para prosperar no mundo real”, diz o site ao definir os seus pilares.

 

“Quase todos os aspectos do Projeto Minerva são inovadores. O mais importante é que o currículo da universidade é centrado em um orientação analítica que ensina os estudantes a pensarem criticamente em qualquer circunstância”, disse a assessoria do projeto ao Porvir. A instituição usa a figura de Minerva, deusa da sabedoria, e tem como slogan “inteligência crítica”.

 

Com um processo de admissão rigoroso e a missão de formar líderes internacionais, Minerva deseja atrair não apenas alunos que costumam se inscrever para universidades como Harvard, Yale e Stanford, mas também bons alunos espalhados pelo mundo que não chegam a essas instituições. “Nossa missão é acelerar a trajetória de vida dos estudantes mais brilhantes e dedicados do mundo para construirmos coletivamente nosso futuro”, afirma a instituição.

 

Os estudantes terão à disposição cursos nas áreas de ciências sociais, ciências naturais, ciência da computação e negócios. Como nas universidades tradicionais, os cursos terão quatro anos. No primeiro, a sugestão é que eles vivam em seu país de origem e recebam uma formação básica. Nos subsequentes, os jovens serão encorajados a viverem em outras cidades ou países para incorporarem essa vivência em suas formações.

 

Se a intenção é promover um ensino de excelência comparável ao das universidades top dos EUA, uma diferença, no entanto, poderá ser sentida no bolso: como a plataforma é online, os fundadores esperam conseguir que as taxas sejam ao menos metade dos US$ 50 mil anuais cobrados nas outras instituições.

 

Também seguindo essa tendência, São Paulo lançou, na semana passada, a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), voltada exclusivamente para o ensino à distância. A instituição terá R$ 24 milhões para dar início às atividades. Em quatro anos, a intenção do governo estadual é ter 24 mil alunos matriculados em cursos de Engenharia de Produção e da Computação e em Tecnologia em Processos Gerenciais.

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