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Estudantes ocupam prédios da Unifesp em Guarulhos e Santos

Aulas dos cursos de graduação foram afetadas nos dois câmpus; em todo o País, são 170 universidades ocupadas contra a PEC do Teto e a reforma do ensino

Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo

07 Novembro 2016 | 16h34

SÃO PAULO - Estudantes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) tomaram dois prédios da graduação nos câmpus de Guarulhos e Santos. Eles são contrários à reforma do ensino médio e à PEC do Teto (PEC n.º 241, na Câmara Federal, PEC n.º 55 no Senado Federal), propostas pelo governo de Michel Temer. 

O protesto nos prédios começou na quinta-feira à noite, após assembleias simultâneas nos dois câmpus. Em nota, a reitoria da universidade informou que apenas as aulas de graduação foram afetadas. As atividades de pesquisa, aulas de pós-graduação e atividades de estágio continuam normalmente. 

 

 

“Nossa pauta é nacional, porque essas duas propostas do governo Temer nos afetam. A reforma do ensino médio, por exemplo, por afetar diretamente as aulas que muitos de nós daríamos após nos formar. Já a PEC prevê ainda mais cortes para as universidades federais e já sofremos com a falta de recursos. Lutamos pela educação pública de qualidade no País”, disse Maria Clara Ferreira, aluna do curso de Ciências Sociais. 

Segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE), 171 universidades em todo o País estavam tomadas na tarde desta segunda contra as duas propostas e o projeto Escola sem Partido. 

Em nota, a reitoria da Unifesp informou que está aberta ao diálogo e está “acompanhando permanentemente a ocupação”. “Mas a reivindicação dos alunos é contra a PEC 55 e a MP 746 (reforma do ensino médio). Portanto, as reivindicações se dirigem ao governo federal, e não à reitoria”, disse em nota. 

Curitiba. Os pedidos de reintegração de posse de todos os colégios no Paraná não foram totalmente cumpridos, mas o Estado divulgou na manhã desta segunda que restavam “55 colégios ocupados”, enquanto o movimento Ocupa Paraná calculava em 190 o total. No auge dos protestos, iniciados em 3 de outubro, esse número chegou a 860, segundo o movimento.

No final da tarde, o Instituto de Educação do Paraná (IEP) foi desocupado de forma pacífica. Já no Colégio Estadual do Paraná (CEP) estava prevista ainda nesta segunda uma assembleia dos estudantes para definir os rumos do movimento no local, considerado o QG da mobilização. Ali era esperada a chegada de um oficial de Justiça, que faria uma supervisão do colégio para acompanhar a saída dos alunos. No começo da noite, grupos se organizavam pelas redes sociais para fazerem um protesto na Praça 19 de Dezembro, no centro da capital. / COLABOROU JULIO CESAR LIMA, ESPECIAL PARA O ESTADO

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