CLAYTON DE SOUZA/ESTADAO
CLAYTON DE SOUZA/ESTADAO

Estudantes fazem novo protesto contra a reorganização escolar

Ato teve início às 9h desta sexta na Avenida Paulista e seguiu até a Praça da República, em frente à Secretaria Estadual de Educação

O Estado de S. Paulo

23 Outubro 2015 | 13h02

SÃO PAULO - Alunos da rede estadual de São Paulo fizeram mais um protesto na manhã desta sexta-feira, 23, contra a reorganização das escolas paulistas. A mudança, anunciada em setembro, prevê organizar as escolas para que tenham apenas um ciclo de ensino (anos iniciais do ensino fundamental, anos finais do fundamental e ensino médio). Com isso, cerca de 1 milhão de alunos serão transferidos para outra unidade no próximo ano. 

"Os alunos estão insatisfeitos com essa mudança, que foi anunciada de sopetão sem consultar professores ou estudantes. Não vamos aceitar essa mudança, que pode fechar escolas, superlotar salas e mandar alunos para unidades distantes. Vamos fazer quantos protestos forem necessários até mudarem de ideia", disse Marcos Kauê Ferreira de Queiroz, presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (Umes), entidade que organizou o protesto desta sexta.

O protesto teve início às 9h na Avenida Paulista, região central da capital paulista. De lá, os alunos seguiram pela Rua da Consolação até a Praça da República, em frente à Secretaria de Estado da Educação. O ato foi encerrado às 12h e, segundo os organizadores, reuniu cerca de 800 pessoas. 

Kely da Silva, de 16 anos, estuda na Escola Estadual Professor Leonidas Paiva, na zona norte da capital, e disse ter recebido a informação de que a unidade não terá mais ensino médio. "Vamos ser mandados para outra escola no bairro que é próxima, mas já é lotada. Além disso, há uma rixa entre os alunos das duas escolas, como vão ficar todos juntos? O governo não pensou nisso."

A reorganização tem sido alvo de protestos há três semanas, desde que alguns alunos e professores receberam a informação de que suas escolas seriam fechadas. A Secretaria de Educação não informou se haverá o fechamento de escolas.

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