Estudantes fazem hoje atos contra e a favor da greve

Novas manifestações estão programadas; Tom Zé fará show no velódromo por mais democracia na USP

Bruno Lupion, estadao.com.br

25 Junho 2009 | 09h58

O movimento de estudantes da USP favorável à greve oferece opções para gostos diversos nesta quinta-feira, 25. Um grupo seguirá para a Assembleia Legislativa para um tradicional ato com funcionários e professores que pedirá mais verbas para a universidade e novas formas de eleição para reitor. Ao mesmo tempo, estudantes permanecerão no câmpus para um calendário de manifestações artísticas, com o intuito de contextualizar os eventos das últimas semanas.   Veja também  Grupo quer bloquear entrada da USP  Unicamp encerra greve, USP e Unesp seguem com paralisação  Galeria de imagens do confronto na USP  Assista à vídeo sobre o conflito na universidade Mais notícias sobre educação  Blog do Ponto Edu   A programação, organizada por alunos do curso de artes cênicas, vai até sábado, 27, e inclui peças de teatro sobre a influência do Estado na vida das pessoas, uma apresentação do musical "Hair", que retratou o movimento hippie na década de 60, e leitura da "Carta aos reitores das universidades europeias", do poeta francês Antonin Artaud.   Os estudantes contrários à greve prometem se mobilizar com um novo flash mob (forma de manifestação rápida e geralmente combinada pela internet) nesta quinta-feira, em frente à Faculdade de Economia e Administração (FEA). Na semana passada, duas iniciativas do tipo terminaram em xingamentos e agressões entre grevistas e não grevistas.   O público da USP também receberá na sexta-feira, 26, o músico Tom Zé, para uma apresentação no velódromo em apoio à democratização do poder na universidade. Segundo o sindicato dos funcionários, que organiza o show, Tom Zé foi escolhido por sua participação destacada em greves quando era estudante de música na Universidade Federal da Bahia e "inúmeros apoios às lutas dos movimentos sociais".   Uma nova rodada de negociações entre reitores da USP, Unesp e Unicamp e representantes de funcionários, professores e estudantes tentará resolver o impasse na próxima segunda-feira, 29. A primeira reunião, realizada nesta segunda-feira, 22, terminou sem acordo.

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